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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

"Até Quando Coxeareis Entre Dois Pensamentos?"



Elias estava entre os maiores profetas bíblicos. Quando a nação de Israel mergulhou em sua mais profunda degradação, Elias foi o instrumento de Deus para desafiar o povo inconstante a retornar.

Sua tarefa foi tremenda! Seus inimigos eram poderosos. O povo era ignorante e vacilante. 

No meio da terrível confusão religiosa do reinado de Acabe, Elias tentou realizar um renascimento espiritual muito necessário. 

Consideremos como os desafios que ele fez a Israel precisariam ser ouvidos nos dias de hoje.

A Situação: A Apostasia de Israel


A história do declínio de Israel começa com Salomão. Ainda que seu pai, Davi, tivesse tentado servir ao Senhor e tivesse humildemente arrependido quando pecou, Salomão não permaneceu fiel. 

Apesar de todas as bênçãos que Deus lhe deu, ele seguiu suas centenas de esposas para longe do Senhor e para a idolatria. 

Quando Salomão morreu, Deus retirou dele a maior parte do reino e a deu a Jeroboão. Esta nova nação, que consistia das dez tribos do norte, foi chamada Israel. 

Deus disse a Jeroboão que o abençoaria e estabeleceria a sua como a família real, por muitas gerações, se ele fosse fiel e obediente ao Senhor.

Mas Jeroboão não confiou em Deus. Ele não se voltou para o Senhor, mas se afastou dele. Estava tão preocupado com sua posição de poder em Israel que não queria permitir ao povo voltar a Jerusalém para suas festas religiosas anuais. 

Temia que o povo se decidisse a servir o filho de Salomão e não mais quisesse Jeroboão como rei.

Para impedir o povo de sair de Israel, Jeroboão inventou um novo sistema religioso. Ele tomou emprestadas muitas ideias da religião verdadeira que Deus tinha estabelecido no Monte Sinai. 

Com seus bezerros de ouro, centros de adoração não autorizados e sacerdotes não levíticos, Jeroboão deu um grande passo afastando-se de Deus.

Os Pecados de Acabe

Jeroboão não foi o pior dos reis de Israel. Deus destruiu sua família e a família de Baasa e permitiu que a família de Onri governasse Israel durante quatro gerações. 

O segundo rei da dinastia de Onri foi Acabe, que é descrito em 1 Reis 16:30 como pior do que todos os reis anteriores. Ele se casou com Jezabel, filha do rei idólatra de Sidom. 

Para agradar sua esposa, ele se esqueceu do Senhor. Construiu um templo com altar para a adoração de Baal. Sua esposa odiava os profetas do Senhor com tanta veemência que até tentou matar todos. Ela queria matar especialmente Elias.

O Perturbador de Israel

Elias tentou convencer Acabe e o resto do povo a se arrependerem, quando Deus parou as chuvas durante mais de três anos, mas eles continuaram a desafiar a vontade do Senhor. 

Finalmente, Elias saiu do esconderijo para falar com Acabe. Quando o rei viu Elias, perguntou: "És tu, ó perturbador de Israel?" A resposta do profeta ressalta um fato importante. 

Aqueles que pregam a verdade e corrigem o erro não são subversores da sociedade. A fonte dos problemas sociais é o pecado, e aqueles que continuam no pecado contribuem para o sofrimento. 

Elias disse-o bem: "Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins" (1 Reis 18:18).

Elias Desafia o Povo Vacilante de Israel

Numa impressionante demonstração de coragem e fé, Elias desafiou 850 falsos profetas, que eram sustentados pela esposa do rei, a enfrentá-lo no Monte Carmelo. Eles aceitaram o desafio, e o povo de Israel foi testemunhar a grande disputa. 

Este era o mesmo povo que Elias procurava converter. Ele queria mostrar-lhes a grande diferença entre o Deus verdadeiro e os falsos deuses que o rei deles adorava. 

"Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o" (1 Reis 18:21).

Os israelitas, tão acostumados a seguir cegamente seus chefes religiosos, não responderam. Seus sentimentos estavam tão embotados por gerações de tradições pecaminosas que eram praticamente incapazes de distinguir o certo do errado.

Deus mostrou ao povo a diferença. Elias e os profetas de Baal prepararam dois sacrifícios. Construíram altares, puseram lenha neles e prepararam seus sacrifícios de novilhos. 

Elias convidou os profetas de Baal a serem os primeiros a oferecer seus sacrifícios, exceto que eles não acenderiam o fogo. Eles deveriam orar ao seu deus para que mandasse fogo para consumir o sacrifício. 

Elias sabia que Deus podia fazer isto, porque já tinha consumido outros sacrifícios em gerações anteriores. Mas, e Baal? Poderia produzir fogo? 

Seus profetas oraram, dançaram, e até se feriram para obter sua atenção, mas Baal não respondeu. Elias escarneceu-os, sugerindo que deveriam gritar mais alto para acordar seu deus. Eles berraram com mais força, mas o impotente Baal nada fez.

Elias preparou seu sacrifício. Para ter certeza de que ninguém pudesse reclamar que ele tivesse usado de alguma trapaça, ele pediu que fosse trazida água para molhar totalmente o sacrifício, a madeira e o altar. 

Eles trouxeram tanta água que o rego que ele tinha escavado em volta do altar encheu-se. Somente a ação de Deus poderia incendiar este sacrifício! 

E foi exatamente isto que aconteceu. Elias orou: "Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles" (1 Reis 18:37).

Deus não deixou dúvida. "Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!" (1 Reis 18:38-39). Os falsos profetas que tinham enganado o povo foram mortos.

"Até Quando Coxeareis Entre Dois Pensamentos?"

Muitas pessoas em nossos dias precisam responder à mesma pergunta que Elias fez no Monte Carmelo. Talvez quando você ouvir isto, perceberá que é um daqueles que tentam ficar em cima do muro, quando se apresenta a palavra de Deus. 

De um lado, você vê as crenças costumeiras e as tradições religiosas do povo. Talvez você tenha confiança no fato que foi batizado e educado na fé tradicional de seus pais e avós. 

Talvez você confie na sabedoria e no conhecimento de seu pastor ou padre. Você pode reconhecer o fato que as doutrinas dele nem sempre concordam totalmente com a Bíblia, mas você se agarra a essa fé tradicional porque ele é o pastor e você é uma ovelha submissa.

Por outro lado, você é desafiado pelas afirmações simples da Escritura. Você entende que Deus quer ser adorado em espírito e verdade (João 4:23). 

Você aprendeu que essa Verdade não é o que algum pastor ou papa diz, mas o que Deus diz (João 17:17). 

Você sabe que esta Verdade, e não as tradições das religiões humanas, é o que liberta os homens (João 8:32). 

Você também sabe que seremos todos julgados de acordo com esta Verdade que Jesus revelou na Bíblia (João 12:48).

Você não deve ficar em dúvida sobre o que vai fazer. Você pode aceitar o desafio que Paulo ofereceu: "Julgai todas as cousas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22). 

Conforme você examina as Escrituras para confirmar cada doutrina e cada prática de sua religião (Atos 17:11), você pode ficar surpreso com a diferença entre a vontade de Deus e as tradições dos homens. 

Você tem fé e coragem para abandonar todas as práticas e ensinamentos humanos para servir ao Senhor?

Deus oferece-nos a oportunidade para ficarmos livres da confusão das religiões feitas pelo homem, mas precisamos ter a coragem de por em prática o que estamos aprendendo. 

Tiago disse: "Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tiago 1:21-22).

O estudo da palavra de Deus não é meramente um exercício acadêmico para se aprender algo novo e diferente. 

Não é apenas equipar-nos para ver o erro na vida dos outros. Nosso propósito deveria ser primeiro examinar nossas próprias vidas, removendo toda ideia falsa e prática errada, para que possamos ficar verdadeiramente reconciliados com Deus (2 Coríntios 10:4-6).

Conforme você aprender que a Bíblia não autoriza orações através da intercessão de Maria, você precisa ter a coragem de parar com essa prática. 

Conforme você aprender que a Bíblia não exige dízimos hoje em dia, você precisa parar de pregar o dízimo. 

Conforme você aprender que o batismo na Bíblia é imersão em água de uma pessoa que já crê e se arrependeu dos seus pecados, você precisa admitir o fato que alguém que foi aspergido quando criança não está salvo e precisa do evangelho de Jesus Cristo. 

Conforme você vê a necessidade do batismo para a remissão dos pecados (Atos 2:38), você precisa rejeitar as doutrinas humanas que sugerem que a salvação vem antes do batismo, simplesmente pela aceitação de Jesus. 

Por quanto tempo você ficará em cima do muro? 

Você precisa ter fé para praticar o que Jesus prega!

Para gozar do grande privilégio da camaradagem com Deus, precisamos abandonar as práticas e ensinamentos religiosos falsos: 

"Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei" (2 Coríntios 6:17).


- por Dennis Allan - estudosdabiblia.net


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Jesus - O caminho para sair da divisão religiosa



Quando Deus deu sua lei, através de Moisés, a Israel, ele não providenciou a divisão de seu povo em seitas e partidos. Mas, na época em que Jesus veio ao mundo, as seitas e os partidos estavam bem fixados. 

Havia fariseus, saduceus, essênios e, sem dúvida, outros. Supunha-se que todos os que eram sérios a respeito de religião, seriam associados a uma dessas seitas.


A qual destes partidos Jesus pertenceu? 

Todos têm que concordar que ele não pertenceu a nenhum deles. Ele manteve sua independência; até o fim ele manteve relação com Deus sem pertencer a nenhuma seita. Por esta razão, todos se opunham a ele.

Jesus não providenciou para que seus seguidores fossem divididos em seitas e partidos. Ele, antes, desejava que pudessem ser unidos. Depois de orar por seus apóstolos, ele acrescentou:

"Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti; também sejam eles em nós…" (João 17:20-21).

Através dos anos, contudo, desenvolveram-se divisões e estas se perpetuaram pela escrita dos credos e da formação de organizações denominacionais. O resultado é que, agora, entre os seguidores que professam ser de Jesus, há muitos corpos (denominações), muitos senhores (autoridades religiosas), muitas fés (credos) e muitos batismos.

Que diferente é a situação presente da unidade descrita no Novo Testamento:

"…há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efésios 4:4-6).

Muitos, hoje em dia, lamentam a divisão entre os crentes e o desejo deles é que tal não existisse. Eles desejam a união de todas as grandes denominações e estão trabalhando diligentemente para esse fim. 

Mas admitem que, até que isto seja conseguido, não há nada que um indivíduo possa fazer a não ser juntar-se a uma das divisões existentes e manter um espírito bondoso e tolerante. Nada no ensinamento ou na prática de Jesus apoia esta concepção de unidade.

Jesus não se encarregou de convocar uma conferência ecumênica designada a efetuar uma fusão dos fariseus, saduceus e essênios numa super seita. Nem orou para que seus discípulos pudessem unir-se numa super denominação. 

Ele orou, antes, para que os crentes individuais se unissem nele e no Pai. Seu ensinamento foi designado para trazer indivíduos de doutrinas e tradições dos homens para a simples palavra de Deus. Através de seu ensinamento e exemplo, ele absolutamente pode ser para nós o caminho para sairmos da confusão religiosa.

A Igreja do Senhor

Jesus prometeu construir sua própria igreja. Ele disse:

"…sobre esta pedra edificarei a minha igreja…" (Mateus 16:18).

Ele prometeu construir só uma igreja e ela seria dele. A rocha sobre a qual ela tinha que ser edificada não era Pedro, mas a verdade que Pedro confessou: "Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Coríntios 3:11).

A palavra igreja significa "convocado ou chamado". Pregando o evangelho no dia de Pentecostes, Pedro e os outros apóstolos "convocaram" aqueles que creram em Jesus.

"Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo" (Atos 2:37-38).

"Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas" (Atos 2:41).

Este foi o começo da igreja. Ela era composta por todos os que foram salvos por Jesus Cristo e continuou a crescer na medida em que outros eram salvos: "…acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2:47).

Grupos destas pessoas salvas encontravam-se em várias cidades e cada grupo era uma igreja. Ainda que unidos em Cristo, eles eram independentes de qualquer associação ou federação humana. Cristo os dirigia através de seus apóstolos inspirados, ensinando-lhes como deveriam adorar e trabalhar juntos.

Para Evitar a Divisão, Seguir a Jesus

Se obedecermos às mesmas instruções que Pedro deu no Pentecostes, arrependendo-nos de nossos pecados e sendo batizados em nome de Jesus Cristo, nós também seremos salvos. 

Quando formos salvos, o Senhor nos acrescentará à sua igreja, como acrescentou aqueles cristãos. Eles não se ligaram a nenhuma outra organização religiosa; nem devemos nós nos ligar também. Em Cristo somos unidos com todos os outros que estão nele. 

Assim entrando na igreja do Senhor, teremos que estudar cuidadosamente a descrição dessa igreja no Novo Testamento. 

Isto é encontrado no livro de Atos e nas cartas que se seguem a ele. Desde que os apóstolos foram guiados pelo Espírito Santo, podemos ficar certos de que as igrejas sob sua instrução eram exatamente o que Jesus queria que fossem. Se imitarmos essas igrejas primitivas, o Senhor se agradará de nós.

Imitar uma igreja do Novo Testamento talvez não seria tão difícil como se possa imaginar. Talvez você encontre um grupo independente de cristãos, seguindo o padrão do Novo Testamento, já fazendo reuniões em sua cidade. 

Se não, apenas dois ou três que tenham o mesmo propósito podem encontrar-se e adorar juntos de modo aceitável. Nenhum grande edifício de igreja faz-se necessário (havia igrejas no primeiro século que se reuniam nas casas S Romanos 16:5; 1 Coríntios 16:19). 

Nenhum sacerdócio ordenado por homens é necessário, desde que todos os cristãos são sacerdotes (1 Pedro 2:5). 

Nenhum alvará de nenhuma organização é necessário, porque a única afiliação é com o corpo de Cristo. Jesus disse: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" (Mateus 18:20).

- por Sewell Hall  -  estudosdabiblia.net


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