segunda-feira, 31 de março de 2025

Lição 10 - O que a Bíblia diz - A Volta de Cristo

 O QUE A BÍBLIA DIZ



A VOLTA DE CRISTO

Cristo já veio uma vez para trazer salvação, estabelecer sua igreja e revelar a sua vontade por meio das Escrituras. A Bíblia também ensina que Cristo “aparecerá segunda vez” (Hebreus 9:27-28).


Mas, quando Cristo virá?
De que modo virá?
Por que virá?
Esta lição apresenta as respostas da Bíblia a estas perguntas importantes.


 I. QUANDO CRISTO VAI VOLTAR?
     
 A Bíblia ensina que a volta de Cristo é iminente. Um acontecimento iminente não tem que ser forçosamente imediato, mas está prestes a acontecer, está pronto a realizar-se ou ameaça ocorrer a qualquer momento. Como exemplo de iminência podemos pensar em alguém que, sofrendo de um mal incurável, ficou sujeito a morrer de repente durante muitos anos. Cada hora poderia ter sido a última. O segundo advento de Cristo é iminente sob dois aspectos:
( 1 ) a incerteza quanto à hora em que Ele virá e
( 2 ) a certeza de que Cristo pode vir a qualquer momento.


A. A INCERTEZA QUANTO À HORA EM QUE ELE VIRÁ

      O mistério que envolve a volta de Cristo tem levado muitos a fazerem previsões precipitadas sobre a data exata desse acontecimento. William Miller, um dos precursores dos Adventistas do Sétimo Dia, anunciou por exemplo que Cristo voltaria em 1844. Como ele não veio em 1844, mudou a data para 1845 e finalmente, humilhado, teve de admitir seu erro.
Mais tarde, Charles T. Russel, um dos fundadores das Testemunhas de Jeová, predisse que Cristo viria em 1914. Como isso não aconteceu nesse ano, mudou a data para 1918, também sem resultado. No seu livro “Milhões de Pessoas Que Vivem Hoje Não Morrerão Nunca”, J.F. Rutherford, sucessor de Russel, anunciou que o Senhor voltaria ainda antes da morte dele, o autor Rutherford já morreu, mas seu livro ficou para testemunhar a loucura de querer determinar uma data para a volta do Senhor.
      Ninguém deve tentar fazer isso. Jesus declarou enfaticamente: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai” (Mateus 24:36). Jesus disse a seus discípulos mais íntimos: “Por isso ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mateus 24:44).

B. A CERTEZA DE QUE CRISTO PODE VIR A QUALQUER MOMENTO

         Embora ninguém saiba quando Cristo virá, a Bíblia ensina claramente que Ele pode chegar a qualquer momento. Assim, a igreja do primeiro século referiu-se sempre à volta de Jesus como “próxima”. “A vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:8). “Perto está o Senhor” (Filipenses 4:5). Jesus disse a João: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 22:12). Jesus voltará como um “ladrão de noite”, repentina e inesperadamente (1 Tessalonicenses 5:1-3). Visto Cristo era esperado a qualquer momento durante o primeiro século, Ele deveria com muito mais razão ser aguardado a qualquer instante em séculos posteriores.
         Esta constante “proximidade” da vinda do Senhor faz com que a igreja de todos os séculos fique sempre em estado de contínua alerta e vigilância. Jesus frisou repetidamente a ordem de “vigilância” ao falar sobre a sua volta (Mateus 24:42-44). Este tipo de cautela não exige que passemos o tempo examinando os céus, mas fazendo a vontade de Deus (Mateus 24:44-51; 25:1-46). Não cabe aos cristãos descobrir “os tempos e as épocas” (o possível número de dias, meses e anos até a vinda do Senhor), mas viverem, paciente e diligentemente uma vida digna em preparação para a volta de Jesus (1 Tessalonicenses 5:1-8 e 2 Pedro 3:10-14).

        Certos professores de religião dizem que os sinais da vinda de Cristo em Mateus 24:1-36 se aplicam somente aos dias de hoje. Jesus porém prometeu que “estas coisas” (sinais) se realizariam na geração do primeiro século (leia por favor Mateus 24:34). Jesus não afirmou que Ele viria naquela geração, mas que “estas coisas” (sinais) ocorreriam na mesma (Mateus 24:33). Estes sinais referem-se principalmente à destruição de Jerusalém em 70 d.C.; (veja especificamente Mateus 24:1-2,16,20 e a passagem paralela em Lucas 21:20-21). Cristo disse que “logo em seguida” à tribulação daqueles dias Ele voltaria (Mateus 24:39-30). A frase “logo em seguida” é explicada no versículo 33 como significando “próximo, às portas”. Conforme já vimos, a volta do Senhor sempre foi considerada como próxima, “às portas” (Tiago 5:9). Depois da destruição de Jerusalém (que já se realizou) a volta de Cristo será o grande acontecimento que virá a seguir.

Leia este artigo sobre Mateus 24 e a destruição de Jerusalém.

         A “proximidade” da volta do Senhor durante os últimos dezenove séculos não constitui um problema sério. Desde o primeiro século os incrédulos já estavam duvidando por causa da demora do Senhor em voltar (2 Pedro 3:3-4). Pedro respondeu a esses: “Para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (2 Pedro 3:8). Para Deus não existe tempo. Os dois mil anos desde a promessa de que Cristo voltaria são como dois dias no calendário divino. A demora na volta de Cristo é a manifestação da bondade de Deus, dando aos pecadores oportunidade de se arrependerem e de serem salvos (2 Pedro 3:9).
         A segunda vinda de Cristo estará então sempre iminente. Da mesma forma que uma montanha parece estar muito próxima de nós quando o céu está claro, assim na esfera da fé, o grande acontecimento que dominará todo o horizonte do tempo, a volta do Senhor, tornará pequeno tudo o mais, e permanecerá sempre muito próximo, acima de nós. 


        Quer seja no primeiro século ou no vigésimo primeiro, a vinda de Cristo é tão patente e real ao seu Espírito quanto a certeza dessa importantíssima revelação: “O Senhor está próximo!”.

II. COMO CRISTO VOLTARÁ

        Certos homens ensinam que a vinda de Cristo será secreta. Por exemplo, as Testemunhas de Jeová marcaram o ano de 1914 e mais tarde o de 1918 como a data da volta de Cristo e posteriormente resolveram afirmar que Ele tinha vindo mesmo em 1914, mas aparecera secretamente apenas a algumas pessoas. A Bíblia porém diz para não acreditarmos em vindas secretas (Mateus 24:36). Jesus explicou ainda mais que “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:27). Todos podem observar quando surgem relâmpagos no céu em qualquer ponto da terra em que se encontrem; da mesma forma, todos verão quando Cristo voltar.


      Alguns grupos religiosos ensinam que na sua volta, o Senhor receberá primeiro os bons e justos num “arrebatamento secreto”, oculto aos olhos dos maus e injustos. Mas, a Bíblia diz que “todos os povos”, todas as tribos, todas as nações, tanto boas quanto más, verão o Senhor quando Ele vier para reunir seus eleitos (Mateus 24:30-31). João exclamou com ênfase: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram” (Apocalipse 1:7).
      Quando Cristo voltar, depois de “ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, o Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:16). As estrelas do céu cairão, as forças do universo serão abaladas. Cercado de seus anjos poderosos Ele virá “sobre as nuvens do céu com poder e muita glória” (Mateus 24:29-31). Todas as nações serão reunidas para presenciar sua gloriosa volta (Mateus 24:31-32). Mas, por que Cristo vai voltar?

III. POR QUE CRISTO VAI VOLTAR?

A Bíblia diz que Cristo vai voltar para:
( 1 ) Entregar seu reino a Deus;
( 2 ) Ressuscitar todos os mortos, e
( 3 ) Executar o juízo final.


A. CRISTO VIRÁ PARA ENTREGAR O REINO A DEUS


        A respeito da volta de Cristo, Paulo explicou: “E então virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder” (1 Coríntios 15:24). Cristo não virá portanto para estabelecer seu reino, como afirmam alguns, mas para entregar o reino a Deus. Existem muitas passagens que ensinam que Cristo já está reinando no seu reino, a igreja.
      Conforme observamos na Lição 6, a igreja e o reino são a mesma coisa. Cristo estabeleceu seu reino no primeiro século (Marcos 1:15; 9:1; temos a promessa e em Colossenses 1:13 e Apocalipse 1:6-9 já a confirmação do cumprimento após a ressurreição). Ele começou então a reinar no Dia de Pentecostes, quando foi estabelecida sua igreja ou reino (Atos 2:30-47).
       Em segundo lugar, Paulo ensinou que Cristo reinaria antes da morte ser destruída (1 Coríntios 15:25-26). Paulo também disse que a morte será destruída quando Cristo vier, para ressuscitar os bons e os justos (1 Coríntios 15:52-57). Portanto, Cristo já está reinando antes de sua volta, contrariando os grupos religiosos que afirmam que isso só acontecerá depois dEle voltar.
       Após a ressurreição de Cristo, Deus deu-lhe o lugar “à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir” (Efésios 1:20-21). Ele permanecerá ali até que seus inimigos sejam destruídos e então deixará de reinar (Hebreus 1:13). Cristo domina portanto hoje “entre os seus inimigos” (Salmo 110:2) como “soberano dos reis da terra” (Apocalipse 1:5). Ele é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1 Timóteo 6:15). 


      Ele fez os cidadãos de seu reino (os membros da igreja) serem “reino, sacerdotes para o seu Deus” (Apocalipse 1:6 e 1 Pedro 2:9). Paulo disse: “E juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2:6). Neste sentido, os cristãos estão sentados e reinando espiritualmente com Ele agora durante um determinado período de tempo (representado em Apocalipse 20:4 por “mil anos”). Jesus disse que o seu reino não era deste mundo (João 18:36), mas um reino espiritual que habita nos homens (Lucas 17:21). Quando Ele entregar o reino a Deus por ocasião de sua volta, os fiéis reinarão com Ele em glória “pelos séculos dos séculos” e não apenas durante “mil anos” (Apocalipse 11:15; 22:5 e 2 Timóteo 2:12).

B. CRISTO VIRÁ RESSUSCITAR TODOS OS MORTOS

      Lembre-se de que todos, inclusive os perversos que já morreram, presenciarão a gloriosa volta de Jesus (Apocalipse 1:7).
Isto será possível porque “vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”(João 5:28-29).



        Note que todos os mortos, tanto os que tiverem feito o bem como os que tiverem praticado o mal, serão ressuscitados na mesma “hora”. Até os homens maus que foram punidos enquanto estavam vivos, estarão presentes nesse dia (Mateus 11:21-24). Aqueles que se arrependeram na era do Velho Testamento serão ressuscitados juntamente com os judeus perversos que rejeitaram a Cristo (Lucas 11:32). O apóstolo Paulo declarou: “Haverá ressurreição, tanto de justos, como de injustos” (Atos 24:15). Observe a palavra “ressurreição” no singular. As doutrinas religiosas que usam passagens com sentido figurado (Apocalipse 20:5-6) para ensinar que haverá duas ressurreições (a dos bons e a dos maus, com um intervalo de mil anos entre as duas), não estão de acordo com as passagens claras e explícitas mencionadas acima.
      A ressurreição dos maus é descrita detalhadamente em Apocalipse 20:12-15. A respeito dos bons, a Bíblia ensina que os cristãos mortos se levantarão primeiro e, a seguir, os cristãos que ainda estiverem vivos serão “arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares” (1 Tessalonicenses 4:15-17). Em outro trecho, Paulo explica que os corpos dos justos ressuscitados não serão corpos naturais, físicos, mas corpos espirituais, celestes (1 Coríntios 15:42-49). Paulo declara com firmeza que os corpos não serão feitos de “carne e sangue” (1 Coríntios 15:50). Devemos dizer com o apóstolo João: “Ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é” (1 João 3:2).
Mas, por que Cristo virá para ressuscitar os mortos?

C. CRISTO VIRÁ, NO FINAL, PARA JULGAR TODOS OS HOMENS

       Cristo virá para ressuscitar os mortos a fim de proceder ao juízo final de todos os homens. “Todos compareceremos perante o tribunal de Deus... se dobrará todo joelho... cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:9-12).


        O julgamento irá basear-se nas ações do homem nesta vida. “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito, por meio do corpo” (2 Coríntios 5:10). O homem será julgado pelos atos cometidos em seu próprio corpo, não fora dele ou depois de morrer. O homem também será julgado pelo que fez pessoalmente. Apocalipse 20:13 descreve o julgamento da seguinte maneira: “Os mortos... foram julgados, um por um, segundo as suas obras”. A Bíblia não faz qualquer menção a recompensas concedidas a alguém através do julgamento das obras de outra pessoa.
        Visto o homem ser julgado pelos seus próprios atos nesta vida, ninguém que esteja vivo poderá fazer nada que possa alterar o destino dos mortos. Os mortos também não podem passar por um período de tormento temporário (purgatório) e depois mudar de destino.
Em Lucas 16:19-31, Jesus descreveu o Além, o lugar onde se encontram os espíritos dos que já partiram e aguardam a ressurreição, como uma condição fixa e permanente, que não pode ser modificada. Lázaro morreu e foi para o Além, para o lugar chamado de “seio de Abraão” ou paraíso, onde o próprio Cristo esteve depois da sua morte (Lucas 23:43, 46 e Atos 2:31). O homem rico também morreu e foi para outra parte do Além, um chamado lugar de tormento (2 Pedro 2:4,9). Este lugar de tormento ficava separado do seio de Abraão por um grande abismo destinado a impedir a passagem de um lado para o outro (Lucas 16:26). Após a morte, o espírito do homem continua vivendo (Mateus 10:28), mas o seu destino fica selado para todo o sempre.

E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27).


        No juízo final, Cristo vai separar os bons dos maus “como o pastor separa os cabritos das ovelhas” (Mateus 25:31-32). Para os maus, Cristo dirá: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mateus 25:41). Este inferno final (Mateus 5:22;10:28) será um lugar de castigos comparáveis às mais dolorosas aflições desta vida. “Ali haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 25:30).
      O inferno dos maus será eterno como o Céu concedido aos bons. Os maus serão castigados com “destruição eterna” (2 Tessalonicenses 1:9), “castigo eterno” (Mateus 25:46), com “fogo inextinguível” (Marcos 9:43-44). Aqueles que forem destinados ao lago de fogo e enxofre (inferno) “serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10).
      Cristo convidará seus seguidores para que entrem no Céu e recebam a recompensa eterna. Alguns dizem que apenas uns poucos dentre os bons têm esperança de merecer este Céu e que todos os outros só podem esperar uma nova existência nesta terra material, renovada, onde continuarão a casar-se e a viver como fazemos atualmente, apenas com maiores bênção e livres de todo mal. Entretanto, a Bíblia diz que este universo material será destruído: “Todas essas coisas hão de ser assim desfeitas” (2 Pedro 3:10-11). O próprio Céu é descrito como “novos céus e nova terra”, uma nova habitação (2 Pedro 3:13 e Apocalipse 21:1), mas não indica que se trate de dois lugares separados, diferentes.
A Bíblia diz que este universo material será destruído e não menciona absolutamente o fato da recompensa dos justos ser dupla: primeiro durante um milênio aqui na terra e depois no Céu. Paulo diz, “fostes chamados numa só esperança da vossa vocação” (Efésios 4:4). Cristo nem sequer porá os pés nesta terra, e muito menos estabelecerá aqui o seu reino. Todos os justos serão arrebatados “para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:16-17). A esperança de Abraão e dos grandes patriarcas não era de um lar na terra. Eles desejavam “uma pátria superior, isto é, celestial” (hebreus 11:13,16). Além disso, Cristo negou com convicção que haveria casamentos depois da ressurreição (Mateus 22:30 e Lucas 20:34-36). Não existe senão um lar e uma única esperança para todos os que fazem o bem: o Céu (1 Pedro 1:3-4).

Você estará preparado quando Ele voltar?


        Cristo dirá aos bons: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posso do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34). Nesse mesmo momento os salvos estarão no Céu. Deus limpará toda lágrima, não haverá mais morte, tristeza nem dor (Apocalipse 21:4). A Bíblia descreve este novo lar como contendo as riquezas mais preciosas da vida (Apocalipse 21:16-21). Sua beleza, glória, pureza e eternidade na presença de Deus e de Jesus são a bênção pela qual o povo de Deus aguarda pacientemente (Apocalipse21:23).

CONCLUSÃO

         Embora ninguém possa marcar uma data, a volta de Cristo é mais certa do que o fato do sol levantar-se pela manhã. Esse grande acontecimento pode ocorrer amanhã ou dentro dos próximos cinco minutos. Qualquer seja o momento, precisamos de vidas preparadas e vigilantes.
      Deus oferece hoje a salvação a todos. Mais tarde, quando Cristo voltar, Ele oferecerá o Céu somente aos salvos. Hoje todos podem obedecer ao evangelho de Cristo. Amanhã, quando as portas do Céu se abrirem para os obedientes, aqueles que não aceitaram o evangelho verão fechar-se essas mesmas portas à sua frente!(2 Tessalonicenses 1:8 e Mateus 25:10).
Você está preparado para a volta de Cristo?

Responda ao exercício clicando abaixo.



PDF - Lição 10 - A Volta de Cristo

PDF - O que NÃO acontecera na volta de Cristo

VÍDEO 1


VÍDEO 2


VÍDEO 3




Guerras e Rumores de Guerras - Entendendo Mateus 24



    "Guerras e Rumores de Guerras"

    Entendendo a Profecia de Mateus 24

Mateus 24 é citado frequentemente para explicar eventos atuais. Muitas pessoas sugerem que as notícias de hoje foram preditas por Cristo, para nos falar de sua volta. De acordo com tais interpretações deste texto, cada terremoto ou outro desastre natural, e cada conflito entre nações ou ameaça de guerra, em qualquer canto do mundo, é mais uma prova de que Jesus estará voltando logo.

Mas a profecia de Mateus 24 está se cumprindo agora? Para entender este texto, precisamos lê-lo cuidadosamente e, com mente aberta, pondo de lado nossas ideias preconcebidas e o sensacionalismo dos modernos "especialistas em profecias." Neste artigo, consideraremos brevemente o conteúdo de Mateus 24 e 25. (Marcos 13 e Lucas 21 também registram a mesma profecia básica. Este artigo segue o texto de Mateus 24)

O Ambiente e as Circunstâncias

Jesus estava em Jerusalém, durante sua semana final. Os chefes judeus já haviam desafiado sua autoridade, mas não tinham tido sucesso em suas tentativas para desacreditá-lo. Frustrados, começaram a planejar sua morte. Jesus lamentava a infidelidade daqueles que residiam na "Cidade Santa" (Mateus 23:37-39).

A Profecia Básica da Destruição do Templo (Mateus 24:1-3)

Quando Cristo estava saindo do templo, predisse que ele seria totalmente destruído: "Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada" (24:2). Os apóstolos perguntaram sobre esta profecia:" Dize-nos quando acontecerão estas cousas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século" (24:3).

A Resposta de Jesus (Mateus 24:4-39)

É possível que os apóstolos tenham concluído que a destruição do templo e o fim do mundo aconteceriam ao mesmo tempo, mas nesta resposta a sua pergunta, Jesus fez uma distinção entre estes dois acontecimentos. Podemos saber com certeza que os sinais mencionados nos versículos 4-33 não estão falando das notícias de hoje ou de acontecimentos futuros, por causa das claras palavras de Jesus no versículo 34: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça." Jesus falou mais ou menos no ano 30 d.C. O templo foi destruído pelo exército romano em 70 d.C. Alguns daqueles que ouviram a profecia viveram para ver seu cumprimento. Jesus esclareceu que os sinais que ele deu guerras, terremotos, falsos Cristos, grande tribulação, etc. iriam acontecer durante a vida de alguns dos seus ouvintes.

Jesus disse que o templo seria destruído depois da vinda de falsos Cristos e de falsos profetas (24:4-5,11,23-26), e depois de terríveis calamidades (guerras, fomes e terremotos - 24:6-8). Ele também disse que haveria perseguição (24:9-10) e aumento de pecado (24:12-13), e que o evangelho seria pregado por todo o mundo (24:14), antes que Jerusalém chegasse ao seu fim. Deste modo, Jesus estava dando algum conforto aos seus apóstolos, dizendo que a queda de Jerusalém não aconteceria imediatamente. Eles teriam tempo para cumprir sua missão antes da destruição de Jerusalém.

Estas coisas aconteceram antes de 70 d.C.? Sabemos que sim, porque Jesus disse que aconteceriam! Além desta profecia, a História nos fala de catástrofes naturais, perseguições e guerras, nesse tempo. De maior importância do que a evidência histórica, podemos nos voltar para a própria Bíblia. O Novo Testamento fala do sofrimento da fome (Atos 11:27-30), de falsos profetas (2 Pedro 2) e da perseguição contra os fiéis (Atos 8:1-3; etc.). E, exatamente como Jesus predisse, os zelosos discípulos levaram o evangelho a todo o mundo. Alguns anos antes da destruição do templo, Paulo dizia que o evangelho ". . . foi pregado a toda criatura debaixo do céu" (Colossenses 1:23). Todas estas coisas tinham que acontecer antes da destruição do templo.

Na profecia de Mateus 24, Jesus também falou dos sinais que mostrariam aos discípulos alertas que o tempo da queda de Jerusalém tinha chegado. Ele falou especialmente do "abominável da desolação" (24:15). Aqui, ele usa a mesma linguagem que Daniel usava para falar dos exércitos gentios entrando na cidade santa e no templo (veja Daniel 9:27; 11:31; 12:11). A profecia paralela de Lucas 21:20-24 torna claro que este é o significado desta linguagem. Jesus advertiu seus seguidores que estivessem prontos para fugir quando isto acontecesse. Ele disse que eles deveriam orar para que sua fuga não fosse complicada por mau tempo ou restrições do dia do sábado (24:20)

[Algumas pessoas interpretam esta referência ao sábado como evidência de que os cristão têm que continuar a observar esta lei do Velho Testamento, que era realmente um sinal da aliança entre Deus e os israelitas (Êxodo 31:12-18). Uma explicação melhor deste texto é encontrada em Neemias 13:15-22, onde Neemias instituiu a prática de fechar as portas da cidade no sábado para evitar violações da lei, durante o tempo do Velho Testamento.]

Ele também avisou que seria mais difícil para as mulheres grávidas e mães de crianças pequenas (24:19).

Para fixar sobre seus ouvintes o significado deste terrível dia de destruição, Jesus usou linguagem como a que encontramos nas profecias do Velho Testamento, de total destruição de nações e povos. Quando lemos os versículos 29-31, dois pontos nos ajudam a perceber que Jesus ainda está  falando de Jerusalém, e não do fim do mundo:

1. O limite de tempo que Jesus determinou em sua profecia, no versículo 34. Tinha que ser cumprido naquela geração.

2. O fato que as profecias do Velho Testamento usam a mesma linguagem para falar da destruição de reinos e cidades terrestres. Jesus disse: "Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados" (24:29). À primeira vista, isso pode soar como o fim literal do mundo. Mas tal linguagem é usada em outros lugares, para falar da extinção de reis e reinos aqui na terra: Faraó do Egito (Ezequiel 32:2,7-10), nações gentias (Joel 3:12-15), Babilônia (Isaías 13:9,10,13). É claro que tal linguagem não profetiza, necessariamente, o fim do mundo, mas pode ser usada para falar dos julgamentos físicos contra nações, que ocorreram há muito tempo.

Jesus continuou, nos versículos 30 e 31, com figuras de julgamento do que se encontram no Velho Testamento. Ele disse que o Filho do homem viria nas nuvens, para julgar e salvar. Encontramos linguagem semelhante em passagens que falam do julgamento contra povos físicos, tais como Joel 3:16 e Amós 5:17-20. O Dia do Senhor não é necessariamente a segunda vinda de Cristo. Tal linguagem pode descrever a vinda de Deus em julgamento contra uma nação ou cidade.

Por que Jesus deu aos seus seguidores tais sinais detalhados sobre o julgamento contra Jerusalém? É claro, pela linguagem dos versículos 32-33, que ele queria que estivessem alertas e vigilantes. Se pudessem ver os sinais que ele tinha predito, teriam oportunidade para fugir e evitar serem destruídos (24:15-20).

Depois de afirmar que a destruição do templo seria acompanhada por claros sinais e que seria cumprida naquela geração (24:34-35), Jesus falou, nos versículos 36-39 ". . . a respeito daquele dia . . ." que viria sem aviso. Ele não deu uma data, nem sinais para identificar sua segunda vinda. De fato, nos versículos seguintes, ele mostra que sua segunda vinda ser  súbita, inesperada e sem sinais de advertência.

Parábolas do Julgamento Final (Mateus 24:40 - 25:30)

Depois de falar de coisas que tinham que acontecer naquela geração (até os versículos 34-35), Jesus falou de sua segunda vinda, como algo que aconteceria no momento escolhido pelo Pai, porém não revelado a ninguém (24:36-39). Ele ressalta este ponto com uma série de parábolas que descrevem sua segunda vinda. Estas parábolas todas enfatizam à importância de se estar preparado para sua volta. Jesus falou dos trabalhadores no campo (24:40-42), do ladrão na noite (24:43-44), da diferença entre os servos bons e os maus (25:45-51), do contraste entre os tolos e os prudentes (25:1-13) e da importância de preparar-se para a volta do Mestre, como é explicado na parábola dos talentos (25:14-30).

Descrição do Julgamento Final (Mateus 25:31-46)

A parte final do capítulo 25 descreve o julgamento final, mostrando que Jesus se sentará no trono do julgamento, separando os servos desobedientes dos fiéis. Essa separação será final: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna"(25:46).

Aplicações

Entre as muitas lições que podemos aprender, no estudo deste texto, é importante que lembremos duas:

1. Que o cuidadoso estudo dos trechos bíblicos em seu contexto pode ajudar- nos a evitar que sejamos desencaminhados por doutrinas humanas sensacionalistas, tais como o pré-milenismo. Deveríamos sempre começar pela Bíblia, e não pelas últimas manchetes dos jornais.

2. Que precisamos estar sempre preparados para a volta de Cristo. Ele não enviará sinais para nos avisar da sua volta. Pode acontecer daqui a milhares de anos, ou pode acontecer hoje à noite. Ladrões não mandam cartas com antecedência para avisar suas vítimas, e Deus não mandará aviso antecipado da volta de Cristo. Aqueles que estão preparados, nada têm a temer. Os despreparados enfrentam o trágico futuro de eterno sofrimento, separados de Deus. Que cada um se prepare para estar com Cristo na eternidade!

- por Dennis Allan

sábado, 29 de março de 2025

Lição Especial - O que a Bíblia diz - A Obra do Espírito Santo

 O QUE A BÍBLIA DIZ



A OBRA DO ESPÍRITO SANTO


A Obra do Espírito Santo




Se você imaginasse Jesus na cruz toda vez que encontrasse seu nome na Bíblia, você acabaria atordoado. A cruz foi, na verdade, uma parte importante de sua obra, mas não foi tudo. 

Ele fez muitas coisas antes de vir à terra, viveu uma vida plena aqui, e agora senta-se à direita de Deus. Sabendo disto, reconhecemos que a obra de Jesus tem múltiplas facetas. Mas quando as pessoas leem a respeito do Espírito Santo, elas frequentemente o veem fazendo somente uma obra de um único modo. O resultado é absoluta confusão. 

Para estudar a obra de Jesus de modo lógico, organizemos sua carreira em categorias: Jesus antes de sua encarnação, sua vida na terra, sua crucificação, sua ressurreição, seu reino no Céu, sua volta, etc. Devemos fazer o mesmo com o Espírito Santo.

O Velho Testamento

O Espírito Santo estava ativo no Velho Testamento. Ele participou da criação: "A terra... estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gênesis 1:2). Quando Deus disse, "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança", ele estava provavelmente falando ao Filho e ao Espírito, desde que todos os três trabalharam ativamente para criar o homem (Gênesis 1:26). 

O Espírito revelou as palavras do Velho Testamento a homens como Davi: "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua" (2 Samuel 23:2). O Novo Testamento confirma que "homens... falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1-21; veja Hebreus 10:15; Atos 28:25).

Os Apóstolos

João Batista predisse que alguns seriam batizados com o Espírito Santo: "Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mateus 3:10-11). Para João, o fogo simbolizava castigo. Ele advertia quanto à árvore infrutífera sendo "lançada ao fogo" e dizia que o Senhor queimaria como "a palha em fogo inextinguível" (Mateus 3:10, 12). Portanto, João não poderia estar falando que todas as pessoas presentes seriam batizadas com o Espírito Santo e com fogo. Ele simplesmente identificou Jesus como aquele que administraria os batismos; o cumprimento revelaria quais pessoas os receberiam.

Jesus se referiu à promessa de João quando ele instruiu seus apóstolos imediatamente antes de sua ascensão: "E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (Atos 1:4-5). 

Os apóstolos obedeceram Jesus voltando a Jerusalém e, poucos dias depois, no Pentecostes, foram batizados diretamente no Espírito Santo (Atos 2:1-4). 


Os Doze tinham sido escolhidos por Jesus para serem seus representantes e revelarem a mensagem do evangelho (Efésios 3:5; 2 Pedro 3:2; Judas 17). O Espírito Santo iria equipá-los para esta obra. Ele lhes lembraria o que Jesus disse a eles (João 14:26) e os guiaria em toda a verdade (João 16:13) de modo que eles pudessem testificar de Jesus (João 15:26-27). Como testemunhas oculares da ressurreição de Jesus (Lucas 24:48; Atos 1:8, 22; 2:32; 3:15; 4:33; 5:32; 10:39-41; 13:31; 1 Pedro 5:1; 1 João 1:2) o testemunho deles foi crucial para o desenvolvimento da igreja primitiva (Atos 2:37, 42:43; 4:33-37; 5:12, 18, 40; 8:14-18), da qual eles foram o alicerce (Efésios 2:20; Apocalipse 21:14).

Aqueles que estão hoje esperando ter uma experiência "Pentecostal" podem cometer o mesmo engano que alguém que viajasse para Jerusalém para ver Jesus na Cruz. 

O batismo dos apóstolos com o Espírito Santo no dia de Pentecostes foi um evento único, sem repetição. Isto não significa que o Espírito Santo deixou de trabalhar hoje, mas que ele não está fazendo o mesmo trabalho hoje como o fez nos apóstolos. O alicerce da igreja foi lançado perfeitamente; não precisa ser lançado de novo.

Cornélio

Desde o tempo do chamado de Abraão, os judeus foram o povo escolhido de Deus. Ainda que Deus tenha prometido que através dos descendentes de Abraão bênçãos viriam sobre todas as nações (Gênesis 12:3), os primeiros beneficiados de seu cuidado, durante 2000 anos, foram os judeus. João Batista era judeu, Jesus era judeu, os apóstolos eram judeus e os primeiros cristãos eram judeus. Neste ambiente, os cristãos judeus não seriam facilmente persuadidos de que Deus quisesse que os gentios recebessem o evangelho.

Três milagres notáveis acompanharam a pregação a Cornélio, o primeiro gentio a ser convertido. Primeiro, o anjo lhe disse que mandasse chamar Pedro em Jope. 

Segundo, enquanto Pedro estava no seu terraço esperando o jantar, ele viu um lençol descendo do céu cheio de todos os tipos de animais. Uma voz disse a Pedro que os matasse e comesse, mas ele instintivamente recusou, dizendo que nunca tinha comido nenhum animal imundo. A voz replicou "Ao que Deus purificou não consideres comum" (Atos 10:15). Por causa desta visão, Pedro foi com os mensageiros de Cornélio, pregou aos seus amigos e parentes e assentou-se em sua casa. 

O terceiro milagre ocorreu enquanto Pedro pregava: o Espírito Santo veio sobre os que estavam ouvindo Pedro e eles começaram a falar em línguas.

Quando Cornélio e sua família receberam o Espírito Santo, Pedro imediatamente ordenou que fossem batizados na água. Antes disto, nenhum gentio tinha sido batizado, mas Pedro reconheceu que, dando-lhes o Espírito Santo, Deus estava testemunhando que eles também deveriam receber o evangelho. 

Para encontrar um paralelo ao modo pelo qual Cornélio tinha recebido o Espírito, Pedro teve que voltar a quando ele tinha descido sobre os apóstolos "no princípio" (Atos 11:15). Isso lembrou-o da promessa de João que alguns seriam batizados no Espírito Santo, e convenceu os judeus céticos de que "aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida" (Atos11:18). Este evento muito significante foi relatado três vezes em Atos (Atos 10; 11:1-18; 15:7-11).

Além destes dois, não há nenhum outro relato do batismo no Espírito Santo vindo diretamente da parte de Deus. 

No Pentecostes, os apóstolos foram batizados diretamente no Espírito para que pudessem dar testemunho de Jesus e revelar o evangelho. Então, alguns anos depois, Cornélio e sua família foram batizados também diretamente com o Espírito para demonstrar a aceitação dos gentios por Deus. 

Em Atos 2, houve dois batismos. Em Atos 10, houve dois batismos. Depois disso, houve só UM BATISMO  (Efésios 4:5), batismo em água para o perdão dos pecados (Efésios 5:26). Ninguém, hoje, recebe o Espírito Santo do mesmo modo que os apóstolos e Cornélio.


Dons espirituais

Paulo mencionou diversos dons espirituais (1 Coríntios 12:1-11) incluindo línguas, curas, milagres e profecias. Estes dons serviam a dois propósitos: revelar e confirmar a palavra. Antes que o Novo Testamento fosse escrito, homens com dons espirituais falaram a mensagem para que a igreja pudesse ser edificada (1 Coríntios 14). Desde que era uma nova revelação, o Senhor a confirmava com sinais da mesma forma como tinha feito nos dias de Moisés e Elias. Os dons espirituais autentificavam a mensagem que estava sendo revelada (Hebreus 2:3-4; 1 Coríntios 14:22; Marcos 16:17-20).

Os discípulos no primeiro século recebiam estes dons espirituais através da imposição das mãos dos apóstolos (Atos 8:14-18; 19:6). 


Não há registro de alguém, além dos apóstolos, tendo o poder de transmitir o Espírito deste modo. Portanto, após a morte dos apóstolos, os dons tinham que terminar; nunca foram destinados a continuar. 1 Coríntios 13:8-13 mostra que eles foram desnecessários depois que a mensagem do Novo Testamento foi completamente revelada.

Habitação

Hoje, Deus habita nos corações de seus servos fiéis. Seus corpos são seu templo (1 Coríntios 6:19-20; Romanos 8:9-11). Isto não significa que o Espírito Santo sussurra coisas nos ouvidos deles, ou lhes dá algum sentimento ou intuição especial; de fato, a Bíblia não diz nenhuma palavra sobre como nos sentimos quando o Espírito está em nós. 

Esta habitação não é alguma experiência mística na qual a pessoa sente mesmo a condução do Espírito em sua vida. Quando a pessoa segue seus próprios palpites e diz que isso é aceitar a orientação do Espírito Santo, ela realmente acha que seus próprios sentimentos sejam Deus. O verdadeiro modo pelo qual o Espírito nos guia é através de sua palavra, "a espada do Espírito" (Efésios 6:17). 

Se alguém vive em nós significa que pensamos nele todo o tempo, que temos as mesmas atitudes que ele teria, que o amamos, que respondemos prontamente ao que ele nos peça para fazer e queremos ser o que ele quiser que sejamos. Estamos tão perto do Senhor que possa ser dito verdadeiramente que o Espírito Santo habita em nós?

Conclusão

Podemos entender mais facilmente o Espírito Santo e sua obra distinguindo as várias coisas que ele fez e os diferentes modos pelos quais os fez. No Novo Testamento, os apóstolos e Cornélio foram batizados no Espírito para revelar a mensagem do evangelho e para demonstrar a aprovação de Deus para a conversão dos gentios. Os apóstolos impuseram suas mãos em alguns indivíduos dando-lhes dons espirituais para edificar a igreja e confirmar a palavra. Ninguém hoje recebe o Espírito Santo do mesmo modo; hoje o Espírito Santo habita nos corações dos cristãos.

- por Gary Fisher

Estudo complementar - O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE O DOM DE LINGUAS


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ESTUDOS EM PDFs

PDF 1 - BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO


PDF 2 - O ESPÍRITO SANTO E A PROMESSA


PDF 3 - O ESPÍRITO SANTO E A NOVA VIDA


PDF 4 - OS DONS MILAGROSOS








sexta-feira, 28 de março de 2025

Lição 9 - O que a Bíblia diz - A Restauração da Igreja

 O QUE A BÍBLIA DIZ



A RESTAURAÇÃO DA IGREJA


Nas lições precedentes, aprendemos que a Bíblia deve ser a nossa única autoridade em religião e que a igreja de Cristo nos tempos do Novo Testamento seguia a palavra de Deus como sua única autoridade.
A última lição nos apresentou um quadro da igreja como uma realidade já estabelecida e organizada. As igrejas fiéis seguiam cuidadosamente os ensinamentos de Cristo. Mas, infelizmente, não podemos terminar aqui a história. Mesmo antes de encerrar-se o período do Novo Testamento (33 d.C. - 100 d.C.),foi profetizado um afastamento ou desvio da verdade (apostasia).

I. PROFETIZADA A APOSTASIA DA IGREJA

          Em seu ministério pessoal, Jesus previu a apostasia: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mateus 24:11).
O Espírito Santo fez Paulo profetizar o desvio: “Eu sei que, depois de minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (Atos 20:29-30).
Paulo também disse: “Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição” (2 Tessalonicenses 2:3), e acrescentou: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé” (1 Timóteo 4:1).
Outras Escrituras contêm afirmações semelhantes sobre o afastamento ou desvio. As poucas passagens citadas acima permitirão ao leitor verificar que a igreja iria entrar em luta aberta com os falsos mestres.
           Ao fechar-se a cortina no fim do primeiro século, as forças do mal já se achavam operando para fazer surgir falsos mestres e uma igreja apóstata (2 Tessalonicenses 2:7 e 2 João 7). A fim de dar ao leitor uma ideia do que aconteceu quando os homens se desviaram da verdade, apresentamos a seguir alguns elementos da apostasia.

II. CUMPRIDAS AS PROFECIAS SOBRE A IGREJA APÓSTATA

          Uma das primeiras inovações introduzidas na igreja foi a modificação gradual da sua organização. Lembre-se de que as igrejas no livro de Atos tinham cada uma vários presbíteros e todos eles ocupavam posições iguais (Atos 14:23). Estes presbíteros eram chamados também de bispos (Tito 1:5-7) e só exerciam autoridade sobre a igreja onde prestavam serviço. Cristo era o único bispo-chefe ou supremo pastor sobre todas as igrejas (1 Pedro 5:4).
           No segundo e terceiro séculos foi-se desenvolvendo a ideia de um cargo isolado e superior para o presbítero em cada congregação. Foi dado o nome de “bispo” ao ocupante desse cargo mais elevado, num sentido diferente daquele usado em Tito 1:5-7 para indicar todos os presbíteros. Depois desta inovação, a organização da igreja passou a apresentar-se conforme ilustrado no diagrama seguinte. Enquanto no começo vários bispos dirigiam cada igreja local; agora só havia UM BISPO em cada congregação.
      Outra adaptação foi feita mais tarde na organização da igreja e o bispo passou a chefiar diversas igrejas compreendidas numa determinada zona. Por exemplo, o bispo da igreja de Antioquia não representava apenas a autoridade superior dentro daquela igreja, mas também exercia autoridade sobre outras situadas nas vizinhanças de Antioquia.

O PODER DOS BISPOS

          O poder dos bispos, entretanto, ainda continuava equivalente. Isto é, o poder do bispo de Roma, por exemplo, não era maior do que o de Antioquia. Mas, algum tempo depois eles começaram a ter posições que variavam de acordo com a importância das áreas sobre as quais exerciam autoridade.
          Os bispos da cidade ou metropolitanos prestavam serviço nas capitais de certas províncias. Os bispos das igrejas em Alexandria, Jerusalém, Roma, Antioquia e Constantinopla tornaram-se mais poderosos e se transformaram em patriarcas da mesma categoria. Em uma carta a Eulógio, bispo de Alexandria, Gregório I, bispo de Roma, afirmou que a Sé de Pedro “em três lugares é a Sé de um”, frisando que estes três locais onde existia a Sé de Pedro eram Alexandria, Antioquia e Roma. Acrescentando ainda: “Desde então é a Sé de um, e uma Sé sobre qual três bispos atualmente presidem por autoridade divina”. Fica evidente que Gregório, mais tarde declarado Papa e Santo pela Igreja Católica, não considerava o patriarca de Roma como sendo mais poderoso que os outros patriarcas.
Surgiu entretanto, uma grande rivalidade entre os bispos de Roma e Constantinopla, e quando o patriarca de Constantinopla, João “o jejuador”, começou a chamar-se de 'bispo universal”, Gregório I, o patriarca de Roma, acusou-o de usar um título profano, arrogante e perverso. Bonifácio III, o sucessor de Gregório, não levantou aparentemente as mesmas objeções e conta-se que assumiu publicamente esse título em 606 d.C.
Nos séculos que se seguiram, a autoridade papal foi aumentando até que nos tempos modernos (1870 d.C.) o papa veio a ser considerado infalível pelo Concílio Vaticano.
           A organização da igreja do primeiro século não incluía este cargo. A hierarquia e o papado do catolicismo romano são portanto, o resultado de séculos de afastamentos graduais do plano de organização da igreja descrito no Novo Testamento.
Vamos agora voltar a nossa atenção para algumas modificações na doutrina da igreja. Na realidade, a apostasia já se iniciara antes do término da Era do Novo Testamento (2 Tessalonicenses 2:7).


O SACERDÓCIO
           Segundo o Novo Testamento, todos os cristãos são sacerdotes (1 Pedro 2:5,9 e Apocalipse 1:6). Um estudo cuidadoso do livro de 1 Pedro mostrará que o apóstolo escreveu a todos os cristãos (esposas, servos, bispos), reconhecendo todas estas pessoas como sacerdotes. Elas constituiam um “sacerdócio real”.

        Os chefes ou oficiais da igreja passaram mais tarde a fazer-se chamar de sacerdotes especiais. Formaram-se então duas classes: o clero (os sacerdotes) e os leigos (os outros membros), acentuando-se progressivamente o afastamento da organização original, bíblica.

MARIA, A MÃE DE JESUS
           A posição de Maria é exclusiva porque foi por seu intermédio que o Filho de Deus, Jesus, entrou no mundo e recebeu sua condição humana. 

          A posição de Maria como mãe de Jesus deu lugar a muitas discussões nos séculos que se seguiram. Existem hoje inúmeras doutrinas que se desenvolveram em torno dela, como por exemplo as da Imaculada Conceição, virgindade Perpétua e Ascenção Corpórea aos Céus.

Estamos dando abaixo todas as referências a Maria contidas no Novo Testamento. Estes versículos revelam que as doutrinas exaltando Maria não têm base nas Escrituras. Por exemplo, a Bíblia dá o nome dos irmãos de Jesus e também menciona suas irmãs, ficando assim subtendido que Maria não permaneceu virgem perpétua. E isso de forma nenhuma significava uma ofensa a sua santidade, antes Maria foi uma santa mulher de Deus até a sua morte.
Pedimos estudar as seguintes passagens; todos as citações no Novo Testamento sobre Maria, a bem-aventurada e mãe de jesus: - os capítulos estão sublinhados e sempre após dois pontos, os que vem após são os versículos:
Mateus 1:16, 18-25; 2:11, 13-14, 20-21; 12:46-50; 13:55-56;
Marcos 3:31-35; 6:3;
Lucas 1:27-56; 2:5-7,16,19,22,27,33,39,41-51; 8:19-21; 11:27-28;
João 2:1-10,12; 6:42; 19:25-27
Atos 1:14

          Essas escrituras que acabamos de citar fazem qualquer referência à imaculada conceição de Maria, à sua virgindade perpétua, ou à sua ascensão corpórea ao Céu? 
O silêncio da Bíblia no que diz respeito a essas doutrinas mostra que elas não vieram de Deus. De fato, a exaltação de Maria acima dos outros cristãos foi expressamente negada por Jesus. Quando uma certa mulher disse a Ele:
Bem-aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram!
A resposta inspirada de Jesus foi:
Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:27-28).
Pelas declarações de Jesus, aprendemos então, sem qualquer sombra de dúvida, que Maria é tão abençoada e bem-aventurada quanto o mais humilde dos cristãos obedientes e também profetas da era bíblica.
Visto que as doutrinas sobre Maria não vieram de Deus, é evidente que têm origem humana e portanto são condenadas por Jesus (Mateus 15:9).

O CASAMENTO

           O casamento era opcional no Novo Testamento. Paulo declarou que por causa da perseguição seria melhor que alguns cristãos permanecessem solteiros (1 Coríntios 7), acrescentando porém que toda pessoa, inclusive os apóstolos, tinham o direito de casar-se (1 Coríntios 7:2; 9:5). Paulo considerava tanto o casamento que o comparou à relação que existe entre Cristo e a igreja (Efésios 5:22-25). Em Hebreus 13:4 lemos: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula...”

O CELIBATO

           O celibato (o estado civil de solteiro) foi recomendado depois do primeiro século, mas continuava ainda opcional. Com o passar do tempo uma pressão cada vez maior foi exercida para forçar o clero a uma vida celibatária. O casamento dos sacerdotes foi finalmente proibido, afirmando-se ser esta uma ordem revestida de autoridade eclesiástica universal, pelo menos no ocidente. De fato, enquanto Paulo dissera em 1 Timóteo 3:2 que o bispo deve ser marido de uma só esposa, a igreja já desviada chegou ao ponto de afirmar que ele não pode ter esposa alguma. Dessa forma, a profecia de Paulo em 1 Timóteo 4:1-3 cumpriu-se:
Ora, o Espírito afirma expressamente que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé... proíbem o casamento...”
Por volta do ano 606 d.C., a igreja desviada se afastara por completo da doutrina original, deixando de ser a igreja de Cristo.

III. ESFORÇOS PARA REFORMAR A IGREJA DESVIADA

             A história mostra que diferentes grupos tentaram reformar a igreja apóstata através dos anos. Em 1.500 d.C. aproximadamente, o mundo estava exigindo uma reforma religiosa. Homens como Martinho Lutero, João Knox, Ulrich Zwinglio e João Calvino, quase simultaneamente em várias partes da Europa, se projetaram no cenário do pensamento religioso, tentando reformar a igreja desviada, apóstata.


            Depois da morte destes grandes reformadores, seus seguidores deixaram de continuar procurando a verdade da palavra de Deus, tendo aceito como definitivas as conclusões de seus mestres. Assim sendo, em lugar de alcançarem a unidade da igreja do Novo Testamento, eles acabaram fundando igrejas diferentes entre si. A lista abaixo á as datas aproximadas em que tiveram início algumas das igrejas mais conhecidas. (Essa lista é apenas um pequeno resumo)

Ano 33 d.C. - A IGREJA DE CRISTO - Fundada por Jesus.
( Entre 110 d.C. e 606 d.C. a igreja sofre um afastamento gradual da doutrina)

- 606 d.C. - Igreja Católica Romana (com a oficialização do Papa)

- Por volta de 1.500 d.C.(a Reforma e o desenvolvimento das denominações)
- 1530 – Luterana
- 1536 – Presbiteriana
- 1536 – Anglicana
- 1550 – Batista
- 1738 – Metodista
- 1830 – Mórmom
- 1844 – Adventista do 7º Dia
- 1884 – Testemunhas de Jeová
- 1885 – Movimento Pentecostal

            Os seguidores de Lutero se tornaram luteranos; os de Calvino, presbiterianos; em 1738, os discípulos de João Wesley se fizeram chamar de metodistas, formando a igreja Metodista. A igreja Batista começou cerca do ano 1550... E assim em sido a história da cristandade a partir do século I. Todos os anos aparecem mais e mais igrejas, provocando ainda maior confusão para os que desejam sinceramente saber qual a igreja realmente certa.


IV. PODEMOS RESTAURAR A IGREJA DO NOVO TESTAMENTO

         Seria ótimo se houvesse apenas uma igreja, e se esta seguisse a Bíblia como seu único guia religioso.
Possuídos desta nobre ideia, homens de todas as partes do mundo estão abandonando as doutrinas humanas e examinando a Bíblia a fim de aprender qual a vontade de Deus.
Estes homens abandonaram a ideia de reformar a religião corrupta e dedicam-se agora à restauração da igreja original exatamente como foi edificada por Jesus. (2 Coríntios 6:17 e 2 João 10-11).


        Mas, como será isso possível?

          Em Lucas 8:4-15, Jesus conta a parábola do semeador que semeava sementes em vários tipos de solo. Uns eram produtivos e outros improdutivos. Jesus explicou a parábola dizendo: “A semente é a palavra de Deus”. Isto mesmo, A palavra de Deus é a semente (1 Pedro 1:23). Quando plantada num coração perverso, o resultado é pouco ou nenhum, mas quando plantada num coração bom e sincero, a colheita é farta.


         Observe algumas das características da semente. A semente de maçã sempre produz maçãs. A de melancia dá melancias. Os seres vivos reproduzem-se segundo suas próprias espécies. A semente de um ser humano faz surgir outro ser humano. Não há exceções. Trata-se de uma lei da natureza.
          Outra qualidade da semente é continuar reproduzindo-se de acordo com a sua própria espécie por mais que o tempo passe. Alguém contou que sementes de trigo retiradas de uma pirâmide egípcia de milhares de anos de idade foram plantadas na terra. Naturalmente, essas sementes produziram na idade moderna a mesma planta que tinham produzido há muito tempo: o trigo.
         No primeiro século, a palavra de Deus produziu cristãos (Atos 11:26). A palavra de Deus é uma semente viva (1 Pedro 1:23-26) e visto que ela produziu cristãos no primeiro século, a mesma semente produzirá o mesmo fruto no século XX. A palavra de Deus jamais produziu com um nome dado pelo homem. 


         Os cristãos reunidos em congregação eram chamados “igrejas de Cristo” (Romanos 16:16). A palavra de Deus produziu então um corpo não-sectário, uma igreja sem seitas diferentes. A aceitação de qualquer outra autoridade além da Bíblia (manuais religiosos, credos, concílios, profetas modernos, etc) produz igrejas e nomes sectários. Ao obedecermos a mesma Palavra seguida pela igreja do primeiro século, as pessoas religiosas de hoje podem conseguir a mesma unidade que existia naquela igreja: a mesma doutrina, o mesmo amor, o mesmo nome, as mesmas exigências para ingresso, a mesma organização e o mesmo tipo de culto.

Leia mais sobre a restauração do cristianismo puro! Clique abaixo.

CONCLUSÃO

         Do nosso ponto privilegiado na história, podemos ver de relance todo o passado e também o presente, verificando que as previsões de uma apostasia eram verdadeiras e foram confirmadas.

         O movimento da Reforma, embora tenha contribuído para a volta à Bíblia, não conseguiu restaurar a simplicidade e a unidade da igreja do Novo Testamento.

Na verdade, algumas das igrejas que surgiram no Movimento da Reforma estão atualmente seguindo um curso que, ao que tudo indica, as levará de volta à igreja apóstata que tentaram reformar.

         Devemos alegrar-nos, porque podemos escolher uma igreja que não é nem a reformada nem a desviada (apóstata).
Podemos ser cristãos e cristãos somente, membros da igreja de Cristo. A igreja pode ser restaurada exatamente como Cristo a edificou, participando de um cristianismo sem seitas ou denominações religiosas. Podemos ser membros de uma igreja que não é nem católica, nem protestante, nem judia. Não é uma denominação, não usando o nome de homem ou credo algum. Seu único livro de princípios e de orientação é a Bíblia. As exigências de ingresso são aquelas que Deus estabeleceu no Novo Testamento.

           O objetivo de todo seguidor fiel de Jesus Cristo deve ser a restauração da igreja edificada por Jesus. Homens e mulheres de bom coração estão diariamente abandonando denominações religiosas para se dedicarem à restauração da igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Estudiosos da Bíblia em todo o mundo, estão restaurando a igreja do Senhor à medida que vão aprendendo e obedecendo a mensagem de Deus revelada no Novo Testamento. 
           Há muitas pessoas em várias partes do mundo que, sem a ajuda de um pregador, já começaram o movimento de restauração nas cidades em que moram. Você também pode participar do movimento de volta à Bíblia, se aceitar a partir de hoje a mesma como seu único guia em assuntos religiosos. Nas questões em que os ensinamentos de sua igreja forem diferentes da Bíblia, deixe de lado as doutrinas humanas e se apegue à palavra de Deus. Lembre-se que Pedro e João disseram: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
          Esse tipo de obediência é extremamente importante porque Jesus voltará de novo para recompensar os bons e os justos e castigar os perversos. Estudaremos melhor esse ponto em nossa próxima lição.




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PDF - Lição 8 - A Restauração da Igreja



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