domingo, 30 de junho de 2024

O Credo da Igreja - Lição 11 (Qual a doutrina da igreja?)

 





INTRODUÇÃO

A palavra “credo” vem do grego e sua definição é a seguinte: “Uma lista impositiva de doutrina religiosa; qualquer confissão de fé religiosa: um resumo de princípios ou opiniões adotados e seguidos por um grupo de pessoas”.

Quando se pensa em credo, vem-nos à mente, quase automaticamente, “O Credo dos Apóstolos” ou “O Credo-Oração Oficial Católica, do Concílio de Nicene”. Entretanto, nenhum destes credos se encontra na Bíblia; foram simplesmente, inventados pelos homens. E além do mais, há milhares de outros credos, em cada religião, pois elas têm seus próprios manuais, disciplinas, confissões de fé e listas de regulamentos, acrescentados à Palavra de Deus e usados, principalmente, para distinguir uma seita das muitas outras.

Qualquer credo religioso que contenha informações adicionais à Bíblia, conterá doutrinas e mandamentos fora do esquema de Deus.

Mas, por outro lado, um credo que contenha menos do que diz a Bíblia, estará, necessariamente, incompleto em suas doutrinas.

Entretanto, um credo humano contendo apenas o que existe na Bíblia será inteiramente inútil, pois para isso, já temos a Bíblia, nosso Guia Infalível.

Deus nos adverte que não temos o direito de aumentar qualquer palavra às Escrituras Sagradas, nem subtrair ou substituir uma só palavra! (Leia Apocalipse 22.18-19 e Gálatas 1.6-9 para sua confirmação deste princípio bíblico).


AS ESCRITURAS SÃO PERFEITAS



As Escrituras são completas (2 Timóteo 3.16-17) e incontestavelmente perfeitas (Tiago 1.25). Portanto, temos a obrigação de falar e ensinar apenas conforme os seus ensinamentos (1 Pedro 4.11). Por isso, não há necessidade de outros credos, leis religiosas, ou guias oficiais, para definir e manipular a fé dos homens.

A razão pela qual o “mundo religioso” está tão dividido nos dias atuais é o fato de se aceitar as doutrinas feitas pelos homens, ao invés de apenas a palavra de Deus.

Argumenta-se que cada denominação precisa dos seus próprios regulamentos, para distingui-las das outras e para estabelecer o seu credo. Esta é uma confissão, em si, de que a Bíblia foi relegada a um segundo plano, ou considerada insuficiente em seus
ensinamentos. 

Que tragédia! Imagine, existem pessoas que têm a pretensão de modificar a própria Palavra de Deus, a ela acrescentando outras doutrinas!

Por causa de toda esta confusão na religião, nosso apelo é que todos deixem os seus credos e doutrinas particulares, voltando somente à Bíblia, que é a Palavra de Deus em sua perfeição, e isso nos basta. Ela não nos dividirá, mas pelo contrário, unir-nos-á em Cristo.


OS HOMENS PRECISAM DE UM CREDO

Entretanto, apoiamos a ideia de que os homens precisam de um credo espiritual para suas vidas. Mas, onde se encontra este credo?

Na Bíblia, é lógico.



Não devemos ter nenhum Salvador além de Jesus e nenhum credo além da Bíblia.

Tudo que temos, para nos informar oficialmente sobre a doutrina divina, é a Bíblia.

Nosso apelo urgente é que todo o mundo a estude, minuciosa e continuamente, sabendo que ela é suficiente:

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (João 5.39).

Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).

Temos a obrigação moral de rejeitar a ideia de que os homens tenham a capacidade de escrever um livro de conduta espiritual igual à Bíblia. Deus não concede aos homens o direito, nem mesmo, a inspiração, para escrever um credo ou livro oficial sobre a religião.
É a Palavra de Deus e apenas ela, que pode nos guiar à salvação.

E, pela Palavra de Deus seremos julgados naquele Último Dia:

Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (João 12.48).


A BÍBLIA — NOSSO CREDO ESPIRITUAL

Por esta, e muitas outras razões, temos que aceitar a Bíblia como o nosso único guia espiritual. Precisamos ir à Bíblia para aprender a verdade espiritual e moral, pois ela é a verdade, conforme João 17.17 e João 8.32.

Não podemos achar, ou constatar, a verdade, se não a procuramos em seu manancial - as Escrituras. Portanto, para crer na verdade, é essencial aprendê-la, conforme Romanos 10.17.

Não é de admirar que tantas pessoas no mundo se enganem sobre a realidade da vida espiritual. Nem surpreende o fato de haver tanta divisão, confusão e ignorância nas igrejas.
A humanidade pede aos homens explicações e ajuda espiritual, em vez de ir ao Senhor, na Sua Palavra. Seguimos mais os ensinamentos humanos do que os de Deus. Portanto, precisamos voltar à Bíblia para sermos salvos e aceitos por Deus.

Procure a Bíblia, estudante amigo, para aprender a verdade sobre a salvação, a doutrina cristã e a igreja bíblica. Entre tantas doutrinas e igrejas falsificadas (conforme 1 João 4.1), qual será a verdadeira?

Deveríamos pesquisar todas, separadamente, para chegar a verdade?

Ora, isso levaria anos e não é absolutamente necessário, pois basta ler a Bíblia e, Nela, aprender a verdade.



Depois de compreender os ensinamentos de Jesus sobre a doutrina e a igreja, será bem mais fácil encontrar a certa.

No Novo Testamento da Bíblia há um credo completo e perfeito, legado por Deus. Nele, Deus nomeou Cristo, a única autoridade sobre a igreja (Mateus 28.18, Efésios 1.22-23, Colossenses 1.18). Por que, então, submeter-se a qualquer outro dogma, credo teológico, autoridade, ou documento “oficial” da fé?


O CREDO BÍBLICO

Este é, de forma simplificada, o credo que se encontra no Novo Testamento:




1. A confissão de fé baseia-se inteiramente no fato de ser Jesus Cristo o divino Filho de Deus. Cristo é o único Salvador e Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Confessar a Cristo é submeter-se a Deus, conforme a Sua Palavra. Esta é a confissão feita pelo Apóstolo Pedro (Mateus 16.16-19) e a mesma que se vê no batismo a na transfiguração de Jesus (Mateus 3.16-17 a 17.5.). É a confissão que custou a Jesus a Sua própria vida; é a do ministro etíope (Atos 8.36-37); sendo esta a confissão de todos os cristãos (Romanos 10.9-10 e Efésios 4.14).

2. Além da necessidade de confessarmos a Cristo, a Bíblia mostra o único plano de Salvação para as nossas vidas. Segundo os homens, há muitas maneiras de ser salvo - apenas com fé em Cristo; ou fé e confissão; às vezes, fé, confissão e aspersão de água; outras vezes, batismo pelo Espírito Santo; ou ainda, uma “experiência” de salvação; batismo por aspersão em um bebê, etc.

Mas, quando voltamos à Bíblia, vemos claramente que, para ser salva, uma pessoa tem que conhecer a verdade, nela crer, arrepender-se dos pecados, confessar a Cristo e ser batizado em água para remissão dos seus pecados (Marcos 16.15-16 e Atos 2.38). Não importa o que dizem os homens. É o Senhor que nos salva, e por isso, temos que ouvir e obedecer à Sua palavra.

3. O Novo Testamento é a única autoridade incontestável, existente em nossos dias, pois é a Palavra documentada de Jesus e dos Seus apóstolos (Mateus 28.18, João 12.48, João 20.30-31). Somos guiados por Seus ensinamentos e governados por Suas leis. Obedecemos aos Seus decretos e somos julgados por Suas palavras, segundo João 12.48. Seus mandamentos são corretos, Seu caminho infalível e Suas decisões eternas. Aquilo que Ele faz e diz é verdadeiro e aquilo que Ele ordena é imperativo.


Mas aí surge uma pergunta lógica.

MAS... E O VELHO TESTAMENTO???





4. O Velho Testamento tem um lugar essencial na revelação do plano de Deus. Ele preparou Israel e o mundo inteiro para a primeira vinda de Cristo e Seu reino eterno. Além disso, há, no Antigo Testamento:

A) A oportunidade de conferirmos a validade e realização das profecias no próprio Velho Testamento e, posteriormente, nos tempos de Jesus, demonstrando a inspiração da Palavra de Deus.

B) O Velho Testamento contém princípios básicos para todas as épocas. Por exemplo, os mandamentos de Deus a Adão e Eva sobre o casamento nunca foram substituídos, nem no Antigo Testamento, nem na época presente. (Veja Mateus 19.3-12). Princípios desta natureza não fazem parte direta da Lei de Móises, dos Dez Mandamentos, ou de outras leis específicas da Bíblia, mas são permanentes, para toda a vida humana aqui na terra.

C) O Velho Testamento contém muitas figuras, cuja explicação encontramos no Novo Testamento. Por exemplo, será que poderíamos entender o texto figurativo do Livro de Hebreus, capítulos 1 ate 10, se não existisse o Velho Testamento? Claro que não! Aquela passagem, e muitas outras, permaneceriam quase sem sentido, se não encontrássemos a chave para compreendê-las no Velho Testamento.

D) O Antigo Testamento é repleto de bons ensinamentos nas vidas de centenas de pessoas e sua relação para com Deus.

E) O Antigo Testamento é um relato perfeito do desenvolvimento do plano de Deus para Seu povo e a redenção dos homens. É também uma história viva dos tempos antigos a respeito do carinho, paciência e julgamento de Deus contra os homens pecaminosos. O Velho Testamento é atualmente o guia principal de muitas igrejas. Mas, apesar da aliança de Deus em Êxodo e Levítico, as leis então vigentes foram decretadas para uma só nação — Israel — e não para todo o mundo e toda época. Como vimos, o Antigo Testamento é a Palavra inspirada de Deus, mas para saber como se tornar cristão, como louvar a Deus e como viver e servir a Cristo hoje é preciso abrir o Novo Testamento, pois o Antigo não trata diretamente destes assuntos. Logicamente, Ele tem sua própria finalidade, mas vivemos agora sob a autoridade de Jesus e do Seu Novo Testamento (Mateus 28.18, Colossenses 1.16-18, Hebreus 8 até 10).


Agora... voltando ao Novo Testamento, afinal, é para nós hoje!

5. O Novo Testamento nos fornece tudo que pertence à salvação, à igreja, ao louvor e ao trabalho cristão. Os homens afirmam que há muitas maneiras de louvar a Deus; o Novo Testamento nos ensina que há apenas uma, e esta vem descrita, detalhadamente, nas suas páginas. (Veja, por exemplo, João 4.24).
Não apenas nestes pontos, mas em todos os outros, vamos à Bíblia para aprendermos a verdade.

Muitos dão a impressão que a Bíblia não pode ser entendida, ou pelo menos, não corretamente sem uma “interpretação oficial”. Mas isto é verdade! Para sermos salvos, precisamos voltar à Palavra de Deus, Nela crer fielmente, permitindo que Ela seja o nosso único guia na religião.


JESUS CRISTO, NOSSO ÚNICO CREDO

Qual é o nosso credo?

Jesus Cristo, Sua Palavra e basta! 

Ele é o Filho de Deus a Sua Palavra é suprema! Por isso, o aceite com todo o seu coração, seguindo os Seus ensinamentos. 

Os credos dos homens não podem nos salvar. 

O próprio Jesus disse sobre o manancial da salvação:

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).


Muito bem!

Vamos ao Exercício!!




LIÇÃO EM PDF


domingo, 23 de junho de 2024

A Unidade da Igreja - Lição 10

 









Depois de estudar a organização, louvor e trabalho da igreja na Lição, vamos dedicar-nos agora ao estudo da unidade da igreja do primeiro século. A unidade religiosa é hoje assunto comum tanto entre católicos como protestantes. Este desejo de unidade é nobre, sendo na verdade essencial.

Em sua sabedoria divina, Deus planejou uma igreja unida em “um corpo... um Espírito... uma esperança... um Senhor, uma fé, um batismo” (Efésios 4:3-5; 1:22-23).

Jesus desejava essa unidade tão intensamente que implorou a Deus por isso (João 17:20-21).

Você estaria disposto a atender e se esforçar por essa oração de Jesus?

UMA SÓ IGREJA
Há somente um corpo
Efésios 4:4

Na verdade, a divisão em si e por si mesma constitui pecado (1 Coríntios 3:3-4). 

O coração do Senhor se entristece ao ver a cristandade dividida. 

Entretanto, a simples união não basta. Jesus não pediu uma unidade baseada em opiniões humanas, mas na vontade de Deus como revelada na palavra da verdade (João 8:31-32; 17:17-20 e Efésios 4:3).

Depois de alertar os presbíteros quanto ao perigo da divisão, Paulo disse então:

Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar” (Atos 20:32).

Visto que a palavra de Deus é a base da unidade, pelo estudo da Bíblia, podemos observar que, através dela, a igreja de Cristo no primeiro século era unida. Assim sendo, esforçando-nos para obter aquela unidade mantida pela igreja do primeiro século, podemos hoje agradar a Deus do mesmo modo que os cristãos daquela época O agradavam.

Se nos dias do Novo Testamento alguém saísse de Jerusalém e visitasse todas as igrejas que ficavam no trajeto entre Jerusalém e Roma, observaria as mesmas características em todas elas, porque as várias igrejas não eram denominações diferentes mas sim, congregações locais da mesma igreja universal de Cristo.



O Novo Testamento nos revela que a igreja original era unida em pontos como: doutrina, amor, nomes, exigências para ingresso, organização e adoração.

I. DOUTRINA



A mensagem de Cristo às primeiras igrejas era sempre a mesma. Quer falasse a judeus ou gentios, Paulo pregava sempre um único evangelho para todos (Romanos 1:16). Ele disse à igreja de Corinto: “Timóteo... vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus, como por toda parte ensino em cada igreja” (1 Coríntios 4:17), e ordenou também a todas as igrejas determinadas regras para o casamento (1 Coríntios 7:17).




Paulo mandou que as igrejas de Colossos e da Laodicéia trocassem entre si cartas que escrevera a cada uma delas (Colossenses 4:16). 

Se tivesse contado uma história diferente a cada igreja, não desejaria que a carta dirigida a uma caísse nas mãos de outra.

O fato da doutrina da igreja ser uma só, fica também evidenciado pela declaração de Pedro em 2 Pedro 3:15-16, afirmando que ele e Paulo tinham ensinado a mesma mensagem. 

Paulo declarou em Gálatas 1:6-9 que qualquer homem, apóstolo, ou anjo que alterasse a mensagem original de Deus às igrejas seria amaldiçoado. A fé em uma doutrina comum a todas as igrejas, ou seja, a fé na palavra de Deus, era a base essencial para a unidade.


II. AMOR

A doutrina, separada do amor, se torna desprezível; mas uma doutrina forte, alicerçada no amor, é divina. Por exemplo, as igrejas do primeiro século, imitando Cristo, praticavam a doutrina quando socorriam os irmãos necessitados. A igreja em Jerusalém estava passando fome. Tão grande era o amor que ligava os primeiros cristãos que igrejas a mil quilômetros de distância atenderam ao pedido de auxílio feito por Jerusalém.

A igreja em Antioquia enviou uma oferta (Atos 11:29). Igrejas distantes, situadas na Macedônia, se reuniram para ajudar Jerusalém e fizeram isso apesar de serem elas mesmas muito pobres (2 Coríntios 8). 

As igrejas da Acaia enviaram uma contribuição (Romanos 15:25-27), como também fizeram as igrejas da Galácia ao que tudo indica (1 Coríntios 16:1-2).

O amor era realmente uma força unificadora na primeira igreja. Uma igreja com grandes propriedades e dinheiro em caixa, onde existiam membros doentes, analfabetos e sem recursos, não pode ser a igreja edificada por Jesus. João diz em 1 João 3:17 “aquele que possuir recursos deste mundo e vir a seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”.


III. NOMES



Os nomes humanos têm sido sempre uma fonte de divisão. Até na igreja de Corinto os membros se dividiram sob os nomes de Pedro, Paulo e Apolo. 

O apóstolo Paulo repreendeu-os severamente com as palavras: “Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós, ou fostes porventura batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:13). Paulo então se opunha a tal divisão.

Os nomes pelos quais era conhecida a igreja do primeiro século não foram dados por homens. Visto haver apenas UMA IGREJA naqueles tempos (Efésios 4:4), eles se referiam com frequência ao corpo do Senhor usando simplesmente a palavra igreja. Ela era a igreja em Jerusalém (Atos 11:22), na Ásia Menor (Atos 14:23), em Roma (Romanos 16:5).

A igreja foi também chamada de igreja de Cristo (Romanos 16:16) e igreja de Deus. O nome “igreja de Deus” foi empregado em diversas localidades e não numa só: em Corínto (1 Coríntios 1:2), em Tessalônica (1 Tessalonicenses 2:14), na região da Galácia (Gálatas 1:13), e em Éfeso (1 Timóteo 3:5). A igreja do primeiro século era somente conhecida por nomes que glorificavam a Deus e a Cristo.

Cada membro da igreja era chamado de cristão na Ásia Menor (Atos 11:26) e entre os judeus da Dispersão nas várias partes do mundo (1 Pedro 4:16). Deram-lhes o nome de discípulos em toda a Ásia Menor (Atos 11:26) e também de filhos de Deus (1 João 3:1 e Gálatas 3:26). Tratava-se de termos religiosos que glorificavam a Deus.

Os líderes religiosos daquele tempo não recebiam tantas atenções nem títulos pomposos como hoje. Jesus condenou claramente tais práticas em Mateus 23:9-10 “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é vosso Pai, aquele que está no céu. Não sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo”. 

O apóstolo Pedro recusou deixar que Cornélio se curvasse diante dele para honrá-lo e chegou a dizer: “Ergue-te, que eu também sou homem” (Atos 10:26).

Podemos estar certos de que nomes como pai, reverendo, santo padre, pastor presidente, não eram usados por cristãos do primeiro século.


IV. CONDIÇÕES PARA INGRESSAR NA IGREJA



Na Grande Comissão, Jesus apresentou as exigências para ingresso em sua igreja, como sendo: 

Fé (Mateus 28:19-20), 

Arrependimento (Lucas 24:47), 

e Batismo (Marcos 16:15-16).

As condições para entrar nas diversas congregações dessa igreja em todo o mundo eram então as mesmas. Um estudo da igreja em Jerusalém, Éfeso, Filipos, Galácia e Roma confirmará esta verdade. Sem telefones, telégrafos ou cartas aéreas ou e-mail, estas congregações mesmo muito distantes umas das outras obedeciam ao mesmo regulamento para a entrada de novos membros na igreja.

O quadro abaixo mostra, em forma de esquema, o que os indivíduos das diversas congregações faziam para se salvarem e se tornarem membros da igreja de Cristo.

AS CONDIÇÕES PARA SER MEMBRO DA IGREJA

Jerusalém - Eles creram Atos 2:37 - arrependimento Atos 2:38 - batismo Atos 2:41

Éfeso - Eles creram Efésios 2:8 - arrependimento Atos 19:1,4 - batismo Atos 19:5

Filipos - Creu Atos 16:31 - arrependimento Atos 16:33 - batismo Atos 16:33

Roma - Creram Romanos 10:9 - arrependimento e confissão Romanos 10:9 - batismo Rm 6


As pessoas que desejarem nos dias de hoje ser apenas ou unicamente cristãs, poderão tornar-se membros da igreja de Cristo da mesma forma que aquelas que viveram no primeiro século. As condições para ingresso na igreja de Cristo sempre foram e sempre serão as mesmas.


V. ORGANIZAÇÃO DA IGREJA



Desde que a última lição mostrou a organização da Igreja do Novo Testamento, esta lição terá por objetivo explicar que essa organização serviu para unificar a igreja em todo o mundo. 

Havia presbíteros (bispos, pastores, supervisores) em Jerusalém (Atos 15:2), em Éfeso (Atos 20:17), em Creta (Tito 1:5), em Filipos (Filipenses 1:1), entre os judeus que foram espalhados pelas nações (Tiago 5:14), e nas igrejas da Ásia Menor (Atos 14:1; 9:23).

Um dos aspectos da função de presbítero em todas as igrejas era que houvessem vários deles liderando e servindo em cada congregação. Isto acontecia nas igrejas da Ásia Menor (Atos 14:23), em Creta (Tito 1:5), em Jerusalém (Atos 15:2), em Éfeso (Atos 20:17) e em Filipos (Filipenses 1:1).




O fato das qualificações exigidas dos presbíteros serem as mesmas nos diversos lugares, fica provado pela comparação das qualificações especificadas por Paulo quando escreveu a Timóteo em Éfeso (1 Timóteo 3:1-7) e a Tito em Creta (Tito 1:5-9).

Os diáconos também faziam parte da organização da igreja do primeiro século, havendo então diáconos em Éfeso (1 Timóteo 3:8-10, 12-13), e em Filipos (Filipenses 1:1). Embora os sete discípulos mencionados em Atos 6 não sejam especificamente chamados de diáconos, muitos estudiosos da Bíblia acreditam que esta passagem se refira aos primeiros diáconos da igreja em Jerusalém.

A organização que estudamos não ultrapassava os limites da congregação local, não sendo também hierárquica nem autoritária. O próprio Pedro, que também era presbítero, declarou:
Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós... pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós... não como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho” (1 Pedro 5:1-3).


VI. CULTO

O culto desempenhava um papel importante na vida dos primeiros cristãos. Se alguém, viajando de Jerusalém para Roma, tivesse parado para visitar cada congregação situada no trajeto de mais de 1.500 quilômetros, teria encontrado um sistema de culto comum a todas elas.

1. DIA DA REUNIÃO




As igrejas do Novo Testamento observavam todas as semanas o mesmo dia de reunião e, ao que parece, este recebeu o nome de “o dia do Senhor” (Apocalipse 1:10).

O autor de Hebreus ordenou a seus leitores, judeus crentes em várias partes do mundo, que observassem este dia de assembleia ou de congregação (Hebreus 10:25). Deixar de reunir-se com os santos era considerado pecado.

Outras passagens explicam Hebreus 10:25 e mostram qual era o dia da assembleia. Dessa forma, a caminho de Roma, qualquer viajante teria verificado que as igrejas em toda a região da Galácia e em Corinto, se reuniam sempre no primeiro dia da semana (1 Coríntios 16:1-2). A igreja de Trôade, embora a muitas léguas de distância, também fazia sua reunião no mesmo dia (Atos 20:7).


2. A CEIA DO SENHOR



Um dos principais objetivos da reunião realizada no primeiro dia da semana era “partir o pão” ou tomar parte na Ceia do Senhor (Atos 20:7 e 1 Coríntios 11:17-34). A ceia consistia de pão e suco da videira, conforme instituída por Cristo (Mateus 26:26-29).

Na igreja do primeiro século todos os cristãos se serviam de ambos os elementos de maneira reverente (1 Coríntios 11:17-30).

Ao tomarem a Ceia do Senhor os discípulos do primeiro século não criam estar crucificando Cristo de novo, pois acreditavam que Ele tinha sido oferecido “uma vez por todas”, em contraste com os sacrifícios diários dos judeus, “porque com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hebreus 10:10-12,14).

Desse modo, a Ceia do Senhor não representava a morte real de Cristo cada semana, sendo apenas uma lembrança da morte única de Cristo (1 Coríntios 11:24-26).

A igreja do primeiro século não pensava que o pão e o suco da videira se transformavam realmente na carne e sangue de Jesus, mas que estes elementos representavam ou simbolizavam a carne e o sangue de Jesus. Paulo instruiu os cristãos a comerem o pão (não a carne) e a beberem o suco da videira (não o sangue), assim como a “discernirem” ou meditarem e concentrarem seus pensamentos no corpo e sangue de Cristo enquanto bebiam e comiam (1 Coríntios 11:26-29 e Mateus 26:29).

A igreja deve anunciar a morte de Jesus até que Ele volte, observando a Ceia do Senhor (1 Coríntios 11:26).


3. MÚSICA NA IGREJA



A igreja de Cristo em todo o mundo empregava música vocal em seus cultos. A música instrumental não é mencionada uma vez sequer no Novo Testamento como fazendo parte do culto e, portanto, não é autorizada por Cristo. Tiago exortou seus leitores de várias nações a cantarem (Tiago 5:13).

Paulo aconselhou os efésios a cantarem (Efésios 5:19), assim como a igreja de Colossos (Colossenses 3:16). Ele afirma claramente em 1 Coríntios 14:15 que a música da igreja, o canto, deve ser praticado com o espírito e procurando compreender o texto.

Entenda mais sobre este assunto acessando os estudos abaixo.




4. ORAÇÃO



As orações fervorosas foram uma característica da igreja do primeiro século. Jesus tinha prometido: “tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome ele vô-lo concederá” (João 15:16). Paulo, chamando atenção para o fato de que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus”, aconselhou os homens “em todo lugar” a orarem (1 Timóteo 2:5,8). Como resultado, em Jerusalém (Atos 12:5), em Roma (Romanos 8:26), na Macedônia (1 Tessalonicenses 5:17) e “em todo lugar”, os cristãos fizeram orações a Deus em nome de Cristo.


5. CONTRIBUIÇÃO



Os cristãos do primeiro século eram generosos em suas contribuições em dinheiro. A igreja de Jerusalém era tão generosa que seus membros foram muito além do dízimo que a religião judaica exigia e deram tudo o que tinham à igreja para ajudar numa ocasião especial (Atos 4:32-35). Como já mencionado, as igrejas na Macedônia fizeram donativos apesar da pobreza em que viviam, a fim de socorrer os santos de Jerusalém que passavam necessidade (2 Coríntios 8:1-5). Paulo recomendou às igrejas da Galácia e à igreja de Corinto que fizessem contribuições em cada primeiro dia da semana, conforme a prosperidade dada por Deus a cada um (1 Coríntios 16:1-2).


6. A PREGAÇÃO PÚBLICA


A pregação e o ensino faziam parte da prática universal na adoração da igreja do primeiro século, conforme se verifica pelas atividades de Paulo na Ásia Menor (Atos 14:21-22), em Roma (Romanos 1:15, 12:8) e em Trôade (Atos 20:7). O objetivo da pregação era dar instrução espiritual ao povo para que pudesse ser salvo (2 Timóteo 4:1-4).

As pregações e o ensino público deviam ser feitos pelos homens e não por mulheres. Paulo disse: “Como em todas as igrejas dos santos, conservem-se as mulheres caladas nas igrejas...” (1 Coríntios 14:33-34), acrescentando em 1 Timóteo 2:11-12; “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o marido; esteja, porém, em silêncio”.

As mulheres desempenharam um papel importante no desenvolvimento da igreja naqueles dias, haja vista o grande número de mulheres ativas mencionadas no capítulo 16 da cata de Paulo aos romanos, mas não tomavam parte ativa nas pregações públicas, e era assim em todas as igrejas.


CONCLUSÃO

Vimos nesta lição que Jesus queria que seus seguidores se unissem numa única igreja. As várias congregações espalhadas por todo o Império Romano criam em uma só doutrina, praticavam o amor recíproco, tinham as mesmas exigências para o ingresso na igreja, seus membros recebiam nomes aprovados por Deus, estabeleceram um sistema de organização comum a todas e o seu culto ao Senhor era simples e tinha as mesmas características em cada uma delas.

Qualquer pessoa que visitasse Jerusalém, Roma, Creta, Trôade, Antioquia ou Macedônia, teria verificado que todas as congregações possuíam características idênticas.

Se os que se chamaram de discípulos de Cristo tivessem conservado a unidade baseada na palavra de Deus, as denominações não teriam surgido.

A próxima lição irá mostrar como falsos mestres provocaram a divisão na igreja de Cristo e levaram muitos fiéis a erros doutrinários, dando assim origem à divisão religiosa, que parece aumentar dia a dia.


Vamos ao Exercício!






LIÇÃO EM PDF 1


LIÇÃO EM PDF 2





domingo, 16 de junho de 2024

O Trabalho da Igreja - Qual a missão da igreja? - Lição 9

 





INTRODUÇÃO

Para que existe a igreja da Bíblia?
Qual é sua função e o ideal pelo qual trabalha?

Para responder a estas perguntas, voltemos à Palavra de Deus.




A palavra “igreja” significa, na realidade, povo, o povo cristão, a fraternidade daqueles que seguem fielmente a Jesus Cristo. Aqueles que partilham de uma crença comum, uma crença que pode ser definida em uma sentença simples, mas profunda — Jesus é o Senhor!

E isto significa fé em Jesus que vive, é divino e reina sobre a humanidade,
sendo Ele o cabeça de todo homem (1 Pedro 2.5-9, 1 Pedro 3.8, 1 Coríntios 11.3).

Além de partilhar de uma fé comum, os membros da igreja são dedicados a uma vida diferente — negação de si mesmo, confraternização, perdão mútuo, compaixão, justiça, cumprimento das nobres obras que o Senhor deixou para Sua igreja... Mas, neste ponto surge um problema: Há diversas opiniões sobre a natureza do trabalho cristão.

Na realização da sua tarefa aqui no mundo, será que a igreja deve mexer no setor político, comercial ou social, ou apenas no espiritual?

Alguns afirmam que o trabalho principal da igreja é corrigir os abusos políticos e as injustiças que existem no mundo.

Outros afirmam que a igreja é uma entidade social e por isso, deve providenciar divertimento.

Todas estas ideias sobre o trabalho da igreja existem por causa da falta de entendimento sobre a tarefa que a igreja tem no mundo.

Então, qual é sua função bíblica?




A Igreja de Jesus Cristo não é uma organização social, ou clube, nem uma empresa comercial, com finalidades lucrativas, educativas ou beneméritas em si. Em outras palavras, não é uma entidade estabelecida para dirigir escolas, hospitais, editoras ou livrarias religiosas. Todas estas obras, e muitas outras são boas, e qualquer cristão tem o direito de participar delas. Porém, esta não é a obra básica da igreja, apesar de algumas religiões terem chegado a concentrar-se especificamente em tais atividades.

TRÊS ASPECTOS DO SEU TRABALHO

Na Bíblia achamos que o trabalho da igreja tem três aspectos, principais e básicos:

Pregar a Evangelho, ajudar aos necessitados em nome de Cristo e edificar (no sentido de ensinar e fortalecer) a igreja. Vamos estudar estes aspectos, um por um:

1. Pregar o Evangelho




Cristo ensinou aos apóstolos o seguinte:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado...” (Mateus 28.19-20).

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16.15-16).

E algumas décadas depois, o Apóstolo Paulo exortou ao jovem pregador: Timóteo:

Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4.2).

Outras passagens podem ser citadas, mas estas indicam básica e claramente o desejo ardente do Senhor de que o Evangelho seja ensinado a toda criatura humana.

O QUE A IGREJA FAZIA

E o que fazia a igreja nos tempos dos apóstolos?

Seguia exatamente o mandamento de Deus — pregava o Evangelho em todos os cantos da terra (Colossenses 1.23).

O Livro de Atos, por exemplo, nos informa sobre estas maravilhas evangelísticas. Em todos os casos de conversão, estavam presentes homens cristãos que ensinavam a vontade de Deus. Leia Atos 2, 8, 9, 10 e 16 para confirmar este fato. 

Mas, ainda segundo o Livro de Atos, quem pregava e ensinava? 
Apenas os oficiais da igreja — os apóstolos e “pastores”? 

Não, pois lemos em Atos 8.4 o seguinte:

Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte, pregando a palavra”.

Evidentemente, todos os cristãos daquela época sentiam a necessidade e urgência de proclamar as Boas Novas.

OS ENSINAMENTOS DA IGREJA

Mas, se todos pregavam o Evangelho, o que havia para ser ensinado?

Naqueles casos de conversão no Livro de Atos, lemos que eles falavam sobre:
A. A divindade de Jesus e Seu sacrifício por nós na Cruz.
B. O plano do Deus para nossa salvação.
C. A importância da igreja que Jesus comprou com Seu próprio sangue.
D. A vida cristã e suas bênçãos e obrigações.
E. A ressurreição, o Dia do Juízo e a vida futura.


Paulo resumiu o Evangelho nestas palavras:

Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus... para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1 Coríntios 1.18,24).

Além de o Senhor ter ordenado a pregação da Sua Palavra, este ensinamento é essencial à salvação, pois a fé vem através da Palavra de Deus (Romanos 10.17).


Portanto, se o Evangelho puro de Jesus Cristo for pregado e ensinado, os resultados serão, sempre, fé e obediência à Sua Palavra. Se não, os resultados serão fé mal orientada e obediência parcial!

Há muitas outras passagens que tratam da necessidade de ensinar e ouvir o
Evangelho. Pesquise estas, por exemplo: João 8.32, João 12.48, Romanos 10.14.

Tudo isso nos indica que os homens estão perdidos (Romanos 3.23 e 6.23). Por isso, é preciso pregar o amor e a salvação que Deus nos concede através de Cristo (Romanos 5.8 e João 3.16) e que, por meio da obediência, os homens podem receber perdão (Romanos 1.16-17, Marcos 16.15-16).

Aqueles que permanecem ignorantes da vontade do Deus, ou que se recusam a obedecê-la, estão perdidos, conforme 2 Tessalonicenses 1.7-9 e Atos 17.30-31.

Por tudo isso, sabemos que a pregação e o ensinamento da Palavra de Deus, em toda sua força e pureza, são essenciais.


2. Ajudar aos necessitados

Temos vários exemplos na Bíblia, mostrando que a igreja não só se preocupava com os necessitados, como também os ajudava, na medida do possível:

“Todos os que creram estavam juntos, e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade” (Atos 2.44-45).

Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus, concedida as igrejas da Macedônia; porque no meio do muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (2 Coríntios 8.1-2. Veja também versículos 3-9).


Estas contribuições eram feitas voluntariamente, e não por exigência. E lemos em Atos 4.32-37 sobre a atitude que os seguidores de Cristo devem tomar sobre seus bens:

Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum”.

Lemos novamente em Atos 6 acerca de uma contenda entre os cristãos judaicos e gregos sabre a distribuição diária de alimentos às viúvas. Por causa disto, os apóstolos convocaram toda a congregação para escolher sete homens justos e cheios do Espírito Santo, os quais cuidariam desta fase essencial do trabalho da igreja.

Anos depois, o Apóstolo Paulo foi levar à igreja de Jerusalém uma oferta das
congregações dos gentios, conforme a sua explicação em Romanos 15.25-26. E sobre as contribuições aos irmãos mais necessitados, Paulo escreveu à igreja em Corinto:

Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vos ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1 Coríntios 16.1-2).


A NOSSA TAREFA

Sabemos, então, que devemos contribuir liberalmente para o sustento dos menos privilegiados e necessitados. Mas, quem é digno de receber este auxilio, toda pessoa que o pede?

Os meios de decidir sobre isso são difíceis e arriscados. Sabemos que, principalmente, os membros fiéis do corpo de Cristo devem receber a nossa atenção no setor da caridade. Isto é, os pobres, velhos, viúvas, órfãos de famílias cristãs e todos que passam dificuldades — casos de incêndio, doença grave, morte, ou outras calamidades.

A Bíblia diz sobre este ponto:

Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 6.2).

Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gálatas 6.10).

Entretanto, nem todos dentro da igreja são dignos do nosso auxílio. Por exemplo, podemos notar em 1 Timóteo 5 que um cristão fiel deve receber ajuda financeira apenas se não pode ajudar-se a si mesmo, e não tem parentes cristãos capazes de ajudá-lo (Veja 2 Tessalonicenses 3.10).

O dinheiro que pertence ao Senhor tem que ser usado cuidadosamente, e não dado a qualquer pessoa que peça auxílio, independentemente da sua verdadeira situação. Porém, isto não é tudo. Os membros da igreja devem ajudar também aos não membros, dentro das suas possibilidades, se eles merecem auxílio. Leia Tiago 1.27, e Tiago 2 sobre este item. Através das nossas obras de caridade, feitas com amor cristão, podemos aliviar um pouco o sofrimento que existe no mundo, além de ganhar mais almas para o Reino.

CRISTÃOS GENEROSOS

E de onde vem o fundo para este tipo de serviço? 

Vem, obviamente, de ofertas dos membros, conforme sua capacidade e vontade (1 Coríntios 16.1-2, 2 Coríntios 8.1-9 e 9.6-7).



Isto significa que, se os cristãos deixam de ser generosos, a Igreja não terá meios para ajudar àqueles que passam necessidades. Por falta de contribuições conforme os ensinamentos bíblicos, muitas igrejas têm que patrocinar festas, leilões, e outras atividades para angariar recursos; tudo isso contra os mandamentos e exemplos bíblicos sobre a parte monetária.

Vamos agora a última das 3 partes que compõem o trabalho da igreja.

3. Edificar a Igreja 



A palavra “edificar” significa construir, fortalecer, melhorar, encorajar e ajudar aos membros, para que cresçam espiritualmente.

Quais são algumas das atividades que edificam a casa de Deus?

Elas incluem o estudo de Palavra, confraternização, louvor em conjunto, auxílio mútuo, boas obras, amor fraternal, etc. 

Entre as muitas passagens sobre este típico, leia Mateus 28.19-20, Atos 9.31, Romanos 14.15, 1 Coríntios 8.1, 1 Tessalonicenses 5.11, 1 Coríntios 14.26, 2 Coríntios 12.19 e Efésios 4.12.

CONCLUSÃO

Já descobrimos em várias lições, que Cristo é o único cabeça da igreja e que cada congregação é obrigada a cumprir a sua tarefa espiritual, sob a autoridade de Cristo.

A igreja é uma entidade simples, dedicada às três obras acima mencionadas - ensinamento da Bíblia, atos de benevolência e edificação dos membros.

Muitos veem a igreja como uma organização um tanto político e social, com uma complicada administração e ambiciosos programas para financiar as suas instituições e projetos. Mas, a igreja não é nada disso, estudante amigo!

A igreja é constituída de congregações independentes, cada qual com seu próprio programa de pregação, trabalho missionário, contribuições voluntárias, benevolência e edificação mútua.

O plano do Senhor é o melhor, sendo o único meio de obedecer exatamente aquilo que Ele quer que façamos em Seu serviço. E tudo isso é com a finalidade de salvar almas e louvar a Deus.

Este é o trabalho específico da igreja! Os setores político, comercial e social, em si, nada têm a ver com a igreja bíblica.

O corpo de Cristo é um corpo espiritual, que existe no mundo, mas dele não participa. A igreja procura apenas obedecer a Deus e servir aos homens, permanecendo pura e santa, para a salvação de todas as pessoas possíveis e para a glória do Seu Criador.

Esta é a igreja de Jesus, e este o seu trabalho e a sua missão.


Muito bem!
Vamos agora ao Exercício!





LIÇÃO EM PDF!